HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2015
Na pós-menopausa, a redução dos níveis de estrogênio é responsável por numerosas manifestações clínicas genitais e/ou extragenitais. Podemos dizer que as alterações hormonais nesse período se associam a(o):
Pós-menopausa → ↓ estrogênio = ↑ reabsorção óssea e risco cardiovascular.
A queda dos níveis de estrogênio na pós-menopausa impacta diretamente o metabolismo ósseo, levando a um desequilíbrio entre formação e reabsorção, com predominância desta última, aumentando o risco de osteoporose. Além disso, há alterações no perfil lipídico e no trofismo urogenital.
A pós-menopausa é definida como o período após 12 meses de amenorreia, marcando o fim da vida reprodutiva feminina. É caracterizada pela falência ovariana e consequente redução drástica dos níveis de estrogênio. Essa deficiência hormonal é responsável por uma série de manifestações clínicas que impactam significativamente a qualidade de vida e a saúde a longo prazo das mulheres, sendo um tema central na ginecologia e clínica médica. Fisiopatologicamente, a ausência de estrogênio afeta múltiplos sistemas. No sistema esquelético, o estrogênio atua inibindo a reabsorção óssea pelos osteoclastos; sua deficiência acelera a perda óssea, predispondo à osteopenia e osteoporose. No sistema cardiovascular, a perda do efeito protetor estrogênico contribui para alterações no perfil lipídico (aumento de LDL e colesterol total, redução de HDL) e disfunção endotelial, elevando o risco de doenças cardiovasculares. Outras manifestações incluem a síndrome geniturinária da menopausa (atrofia vaginal, secura, dispareunia, sintomas urinários) e sintomas vasomotores como ondas de calor. O diagnóstico é clínico, baseado na idade e amenorreia. O tratamento visa aliviar os sintomas e prevenir complicações a longo prazo, como osteoporose e doenças cardiovasculares, podendo incluir terapia hormonal, quando indicada e sem contraindicações, ou tratamentos sintomáticos específicos.
A deficiência estrogênica na pós-menopausa causa aumento da reabsorção óssea, dislipidemia (aumento de LDL e colesterol total, diminuição de HDL), atrofia urogenital e aumento do risco cardiovascular.
O estrogênio tem um papel protetor no osso, inibindo a reabsorção óssea. Sua deficiência leva a um aumento da atividade osteoclástica, resultando em perda de massa óssea e maior risco de osteoporose.
As manifestações urogenitais incluem secura vaginal, dispareunia, disúria, urgência miccional e infecções urinárias recorrentes, devido à atrofia do epitélio vaginal e uretral.
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