Santa Casa de Araçatuba (SP) — Prova 2020
Em uma mulher com deficiência de aromatase, a metabolização que está comprometida é:
Deficiência de aromatase = ↓ conversão androgênios em estrogênios (ex: androstenediona → estradiol).
A aromatase (CYP19A1) é uma enzima chave na biossíntese de estrogênios, catalisando a conversão de androgênios (como androstenediona e testosterona) em estrogênios (estrona e estradiol, respectivamente). Sua deficiência resulta em acúmulo de androgênios e baixa produção de estrogênios.
A aromatase, codificada pelo gene CYP19A1, é uma enzima crucial na esteroidogênese, responsável pela etapa final da biossíntese de estrogênios. Sua principal função é catalisar a aromatização de androgênios, convertendo androstenediona em estrona e testosterona em estradiol. Essa conversão ocorre em diversos tecidos, incluindo ovários, placenta, tecido adiposo, cérebro e ossos. A deficiência de aromatase é uma condição genética rara, autossômica recessiva, que resulta na incapacidade de produzir estrogênios. Em mulheres, isso leva a um quadro de hiperandrogenismo (devido ao acúmulo de precursores androgênicos) e hipoestrogenismo. As manifestações incluem virilização fetal (ambiguidade genital ao nascimento), ausência de desenvolvimento puberal feminino, amenorreia primária, hirsutismo, clitoromegalia e baixa estatura devido ao atraso no fechamento das epífises ósseas. O diagnóstico é feito pela dosagem hormonal (níveis elevados de androgênios e baixos de estrogênios) e pode ser confirmado por testes genéticos. O tratamento envolve a reposição estrogênica para induzir a puberdade, promover o fechamento epifisário e prevenir a osteopenia, além de controlar os sintomas de hiperandrogenismo. Para residentes, compreender o papel da aromatase é fundamental para o diagnóstico e manejo de distúrbios endócrinos reprodutivos.
A aromatase (CYP19A1) é a enzima responsável pela conversão de androgênios (como androstenediona e testosterona) em estrogênios (estrona e estradiol, respectivamente), sendo crucial na biossíntese de estrogênios.
Em mulheres, a deficiência de aromatase leva a hiperandrogenismo (hirsutismo, virilização), amenorreia primária, baixa estatura (epífises não fechadas devido à falta de estrogênio) e osteopenia.
A ausência de estrogênios devido à deficiência de aromatase compromete o desenvolvimento folicular ovariano e a ovulação, resultando em infertilidade. O tratamento com estrogênios pode ser necessário para induzir a puberdade e a fertilidade.
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