CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2007
Paciente com 76 anos de idade, usando correção adequada para longe e perto apresenta diminuição do ritmo de leitura nas palavras localizadas à direita da folha. Isso nos leva a pensar em:
Dificuldade de leitura à direita → Pesquisar escotoma ou hemianopsia no campo visual direito.
Na leitura ocidental (esquerda para direita), o campo visual direito é essencial para antecipar as próximas palavras; defeitos nesse setor reduzem a velocidade de leitura.
A leitura é um processo complexo que envolve a fóvea para o reconhecimento detalhado das letras e o campo visual parafoveal e periférico para a coordenação dos movimentos oculares. Em línguas latinas, o campo visual à direita da fixação é o 'campo de busca'. Qualquer perda de sensibilidade nessa região, seja por um escotoma denso ou hemianopsia, interrompe o fluxo contínuo de informação visual. O diagnóstico requer uma anamnese detalhada e a realização de exames de campo visual (campimetria). Em idosos, é crucial diferenciar se a queixa é de nitidez (erro refracional/catarata) ou de 'perda de partes das palavras' (defeito de campo), o que direciona a investigação para causas neurológicas ou retinianas localizadas.
Como lemos da esquerda para a direita, o campo visual à direita da fixação é usado para planejar os movimentos sacádicos oculares e reconhecer as próximas palavras. Um escotoma nessa área 'esconde' o texto a ser lido, obrigando o paciente a reduzir o ritmo ou perder-se na linha.
Dificuldade à direita geralmente indica problemas na progressão da leitura (escotomas de progressão). Dificuldade à esquerda (início da linha) costuma estar associada a hemianopsias esquerdas ou síndromes de negligência, onde o paciente não encontra o começo da próxima frase.
Acidentes vasculares cerebrais (causando hemianopsias), glaucoma avançado (escotomas paracentrais), degeneração macular relacionada à idade (escotomas centrais) e outras neuropatias ópticas que afetem o campo visual macular ou paramacular.
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