HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2025
Um menino de 5 meses se apresenta com febre, alimentação ruim e piora da falta de ar. Ele tem falha de crescimento com preservação do perímetro cefálico. Sua saturação é de 92% no ar e normaliza em oxigênio. Ele está taquicardíaco e taquipneico. Ele tem crepitações generalizadas e um sopro sistólico áspero na borda esternal esquerda. A reação em cadeia da polimerase (PCR) de um swab nasal é positiva para vírus sincicial respiratório (VSR). Sua radiografia de tórax é mostrada. Qual é o diagnóstico mais provável? Opções de resposta:
Lactente com VSR + IC + sopro sistólico áspero em BIE + falha de crescimento → suspeitar de Defeito do Septo Ventricular.
A infecção por VSR em lactentes com cardiopatia congênita, como o Defeito do Septo Ventricular (DSV), pode descompensar a insuficiência cardíaca preexistente, manifestando-se com piora da dispneia, taquicardia e crepitações pulmonares. O sopro sistólico áspero na borda esternal esquerda é um achado clássico do DSV.
O Defeito do Septo Ventricular (DSV) é a cardiopatia congênita mais comum, caracterizada por uma comunicação anormal entre os ventrículos. Em lactentes, DSVs grandes podem levar a um shunt esquerdo-direito significativo, resultando em sobrecarga de volume pulmonar e insuficiência cardíaca congestiva (ICC). A falha de crescimento e a dificuldade de alimentação são manifestações comuns de ICC crônica em crianças. A infecção por Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é uma causa frequente de bronquiolite em lactentes e pode descompensar gravemente pacientes com cardiopatias congênitas, como o DSV. O aumento do trabalho respiratório e a hipoxemia podem exacerbar a ICC, levando a piora da taquicardia, taquipneia e crepitações pulmonares. O diagnóstico é suspeitado clinicamente pela presença de sopro sistólico áspero na borda esternal esquerda e confirmado por ecocardiograma. O manejo inicial envolve suporte respiratório, otimização da função cardíaca com diuréticos e inibidores da ECA, e tratamento da infecção. A correção cirúrgica do DSV é frequentemente necessária em casos sintomáticos ou com evidência de hipertensão pulmonar. É crucial reconhecer a interação entre infecções respiratórias e cardiopatias congênitas para um manejo adequado e prevenção de complicações graves.
Os sinais incluem taquicardia, taquipneia, dificuldade de alimentação, falha de crescimento, sudorese excessiva e crepitações pulmonares. A descompensação pode ser precipitada por infecções respiratórias.
O VSR causa inflamação e obstrução das vias aéreas inferiores, aumentando o trabalho respiratório e a demanda metabólica, o que pode descompensar um coração já sobrecarregado por um shunt esquerdo-direito significativo.
Este tipo de sopro é característico do Defeito do Septo Ventricular, indicando o fluxo turbulento de sangue através da comunicação entre os ventrículos. Sua intensidade pode não correlacionar-se diretamente com o tamanho do defeito.
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