HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2022
Tenossinovite de constrição dos tendões flexores, geralmente ao nível da polia A1. O paciente consegue flexionar os dedos da mão, mas um nódulo aparente se enreda na borda proximal da polia A1 travando a articulação PIP (interfalangeana proximal) (ou a articulação IP (interfalangeana) do polegar) nessa posição de flexão. As tentativas de estender o dedo fazem com que retroceda subitamente. Tal tenossinovite denomina-se:
Dedo em gatilho → tenossinovite flexora na polia A1 com travamento e ressalto doloroso.
O dedo em gatilho é uma tenossinovite estenosante dos tendões flexores, caracterizada pelo espessamento do tendão ou da polia A1, que impede o deslizamento suave do tendão, causando travamento e um ressalto doloroso durante a extensão do dedo.
O dedo em gatilho, ou tenossinovite estenosante, é uma condição comum que afeta os tendões flexores dos dedos da mão, sendo mais frequente em mulheres e indivíduos com certas condições médicas, como diabetes mellitus e artrite reumatoide. É uma causa comum de dor e disfunção na mão, importante para a prática clínica e provas de residência. A fisiopatologia envolve o espessamento da bainha do tendão flexor e/ou da polia A1, que atua como um túnel para o tendão. Esse espessamento impede o deslizamento suave do tendão, resultando em um 'gatilho' ou travamento durante a flexão e extensão. O diagnóstico é clínico, baseado na história e exame físico, com palpação de nódulo e reprodução do ressalto. O tratamento varia de conservador a cirúrgico. Inicialmente, repouso, órteses e infiltrações de corticosteroides são tentados. Se os sintomas persistirem, a liberação cirúrgica da polia A1 é um procedimento eficaz e com bons resultados. É crucial diferenciar de outras condições como a doença de De Quervain ou a síndrome do túnel do carpo, que afetam outras estruturas.
Os sintomas clássicos incluem dor na base do dedo, travamento do dedo em flexão, dificuldade para estender o dedo e um ressalto audível ou palpável ao tentar a extensão. Pode haver um nódulo palpável na polia A1.
A principal causa é a inflamação e o espessamento da bainha do tendão flexor e/ou da polia A1, que impede o deslizamento suave do tendão. Fatores como movimentos repetitivos e doenças sistêmicas (diabetes, artrite reumatoide) podem contribuir.
O tratamento inicial geralmente envolve repouso, uso de órteses, anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) e infiltrações locais com corticosteroides. Em casos refratários, a cirurgia de liberação da polia A1 pode ser indicada.
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