HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2018
Espera-se declínio no desempenho em testes cognitivos como memória, velocidade de reação ou diversas funções executivas e, até certo ponto, pode ser visto como consequência quase inevitável do envelhecimento.Sobre isso, assinale a alternativa INCORRETA:
Declínio cognitivo no envelhecimento pode ser progressivo, levando a demência, ou manter-se estável.
O envelhecimento normal pode cursar com um declínio cognitivo sutil, que geralmente não atinge critérios para demência e pode se manter relativamente estável. No entanto, em alguns casos, esses déficits podem ser progressivos e evoluir para quadros demenciais, especialmente na presença de fatores de risco como o Diabetes Mellitus tipo 2. A alternativa D é incorreta porque o declínio pode sim ser progressivo.
O envelhecimento é um processo biológico complexo que acarreta diversas mudanças fisiológicas, incluindo alterações no desempenho cognitivo. É amplamente aceito que, com o avançar da idade, indivíduos podem experimentar um declínio sutil em certas funções cognitivas, como a velocidade de processamento, a memória verbal e algumas funções executivas. Este declínio é frequentemente considerado uma consequência quase inevitável do envelhecimento normal e, em muitos casos, não atinge a gravidade necessária para caracterizar um quadro demencial, mantendo-se relativamente estável ao longo do tempo. No entanto, é crucial diferenciar o declínio cognitivo associado ao envelhecimento normal de condições patológicas. Fatores de risco como o Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) estão fortemente associados a efeitos cognitivos adversos, mesmo em indivíduos sem queixas cognitivas evidentes, e podem acelerar ou exacerbar este declínio. A memória verbal, a velocidade de processamento e a memória episódica são particularmente vulneráveis. A fisiopatologia envolve mecanismos como microangiopatia, inflamação crônica e resistência à insulina cerebral, que comprometem a saúde neuronal e a conectividade sináptica. Embora muitos déficits cognitivos no envelhecimento sejam sutis e não demenciais, é um erro comum assumir que todos são estáveis. Em uma parcela significativa dos indivíduos, esses déficits podem ter um caráter progressivo, evoluindo para um comprometimento cognitivo leve (CCL) e, eventualmente, para quadros demenciais. Portanto, a vigilância clínica, a identificação de fatores de risco e a avaliação periódica da função cognitiva são essenciais para residentes, permitindo a intervenção precoce e o manejo adequado, visando retardar a progressão e melhorar a qualidade de vida do paciente idoso.
No envelhecimento normal, espera-se um declínio sutil em áreas como velocidade de processamento, memória episódica (especialmente verbal) e algumas funções executivas. Geralmente, esses déficits não interferem significativamente nas atividades de vida diária e podem se manter relativamente estáveis.
O Diabetes Mellitus tipo 2 é um fator de risco importante para o declínio cognitivo e demência, mesmo na ausência de queixas cognitivas evidentes. Ele pode afetar a cognição através de mecanismos como microangiopatia, inflamação, estresse oxidativo e resistência à insulina cerebral.
O declínio cognitivo deve levantar suspeita de demência quando é progressivo, interfere nas atividades de vida diária, ou é desproporcional ao esperado para a idade. A avaliação completa é necessária para diferenciar o envelhecimento normal de um comprometimento cognitivo leve ou demência.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo