UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2018
Paciente, 78a, cardiopata com arritmia cardíaca controlada com medicamentos, apresentou quadro gripal com coriza, tosse, febre, cefaleia e dor no corpo. Após 6 dias a tosse e a febre pioraram e apresentou dor torácica e dispneia aos esforços. Na internação, exame físico: regular estado geral; FR = 30 irpm; FC = 98 bpm; PA = 100 x 60 mmHg; Pulmões: estertores em base direita; Coração: bulhas arrítmicas normofonéticas, sem sopros. Radiograma de tórax: opacidade em base direita; Hemograma: leucocitose com desvio à esquerda. Eletrocardiograma: extrassístoles esporádicas. Evoluiu com deterioração clínica e óbito. Os diagnósticos a serem preenchidos na declaração de óbito acima são respectivamente:
Declaração de Óbito: Parte I = cadeia causal (imediata → intermediária → básica); Parte II = condições contribuintes.
A declaração de óbito segue uma lógica de causalidade. A Parte I descreve a sequência de eventos que levaram diretamente à morte (da causa imediata à básica). A Parte II lista condições preexistentes que contribuíram, mas não estavam na cadeia causal direta. No caso, a pneumonia levou à insuficiência respiratória, e a gripe foi a causa subjacente da pneumonia, enquanto a cardiopatia foi uma condição contribuinte.
A declaração de óbito é um documento legal e epidemiológico de extrema importância, que reflete a causa da morte e contribui para as estatísticas de saúde pública. O preenchimento correto exige compreensão da sequência de eventos que culminaram no óbito, distinguindo entre a causa imediata, intermediária e básica, além das condições contribuintes. Erros no preenchimento podem comprometer a análise epidemiológica e a formulação de políticas de saúde. A Parte I da declaração de óbito é dedicada à cadeia de eventos que levaram diretamente à morte. A linha 'a' registra a causa imediata (ex: insuficiência respiratória), a linha 'b' a causa intermediária (ex: pneumonia) e a linha 'c' a causa básica (ex: gripe), que é a doença ou lesão que iniciou todo o processo. Essa sequência deve ser logicamente encadeada, mostrando como uma condição levou à outra. A Parte II, por sua vez, destina-se a registrar outras condições preexistentes ou concomitantes que, embora não estivessem na cadeia causal direta, contribuíram para o desfecho fatal. No caso do paciente idoso cardiopata, a cardiopatia é uma condição contribuinte relevante. O domínio dessa estrutura é fundamental para qualquer médico, garantindo a precisão dos dados e a validade do documento.
A causa imediata é a doença ou lesão que levou diretamente à morte, sem outras intercorrências. A causa básica é a doença ou lesão que iniciou a cadeia de eventos patológicos que resultou na morte, sendo a condição original que desencadeou todo o processo.
A Parte I da declaração de óbito é estruturada em três linhas (a, b, c), preenchidas em ordem inversa à cronológica. A linha 'a' contém a causa imediata, 'b' a causa intermediária (se houver) e 'c' a causa básica, estabelecendo uma sequência lógica de eventos que levaram ao óbito.
A Parte II deve listar outras condições mórbidas significativas que contribuíram para o óbito, mas que não estavam diretamente relacionadas à doença ou lesão que o causou. Essas condições podem ter agravado o quadro ou dificultado o tratamento, mas não fazem parte da cadeia causal direta.
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