PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2015
A Declaração de Óbito (DO) deve ser preenchida de acordo com os seguintes critérios:
DO: Causa imediata (linha a) → Causas intermediárias (b, c) → Causa básica (última linha).
O preenchimento da Declaração de Óbito segue uma lógica de cadeia de eventos que levou à morte. A causa imediata é o evento final que culminou no óbito, as causas intermediárias são as condições que levaram à causa imediata, e a causa básica é a doença ou lesão que iniciou essa cadeia de eventos.
A Declaração de Óbito (DO) é um documento médico-legal de suma importância para o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) no Brasil. Seu preenchimento correto é essencial para a qualidade das estatísticas de saúde, que subsidiam o planejamento e a avaliação de políticas públicas. O médico responsável pelo atestado de óbito tem a responsabilidade de preencher as causas da morte de forma clara e lógica, seguindo as normas da Organização Mundial da Saúde (OMS). A Parte I da DO destina-se às causas que formam a cadeia de eventos que levou diretamente à morte. A linha "a" deve conter a causa imediata da morte, ou seja, a doença ou lesão que diretamente causou o óbito (ex: insuficiência respiratória aguda). As linhas subsequentes ("b", "c", "d") são para as causas intermediárias, que são as condições que levaram à causa imediata, em ordem cronológica reversa. A última linha da Parte I deve conter a causa básica da morte, que é a doença ou lesão que iniciou a cadeia de eventos mórbidos que, sem interrupção, levou à morte. A Parte II da DO é reservada para outras condições mórbidas significativas que contribuíram para a morte, mas que não estavam diretamente relacionadas à cadeia de eventos que levou à causa básica. É fundamental que o médico compreenda a diferença entre causa imediata, intermediária e básica para evitar erros que comprometam a fidedignidade dos dados de mortalidade. A prática de preencher "parada cardiorrespiratória" como causa básica é um erro comum, pois é um mecanismo de morte, não uma causa etiológica.
A causa imediata é a doença ou lesão que levou diretamente à morte (ex: parada cardiorrespiratória), enquanto a causa básica é a doença ou lesão que iniciou a cadeia de eventos que resultou no óbito (ex: câncer de pulmão que levou à insuficiência respiratória).
Na Parte I, preenche-se da linha 'a' (causa imediata) para as linhas 'b', 'c', 'd' (causas intermediárias), culminando na última linha com a causa básica da morte, seguindo a lógica da cadeia de eventos.
O preenchimento correto é crucial para a produção de estatísticas de mortalidade confiáveis, que são fundamentais para o planejamento e avaliação de políticas públicas de saúde, além de ter implicações legais e sociais.
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