PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2023
Luís está atendendo na Unidade de Saúde de sua cidade e é chamado para emitir uma declaração de óbito (DO) de um paciente que faleceu em casa e que seu colega Mário acompanhava já em cuidados paliativos. Luís verifica o prontuário no qual estava descrito que o paciente acompanhava por Insuficiência Cardíaca decorrente de um Infarto há 5 anos. Sobre a emissão desta declaração, é CORRETO afirmar:
Óbito domiciliar de paciente com assistência prévia: médico substituto deve verificar o óbito e assinar a DO.
Em caso de óbito domiciliar de paciente com doença crônica e assistência médica prévia (mesmo que por outro médico), o médico que for acionado deve realizar a visita domiciliar, constatar o óbito e preencher a Declaração de Óbito como médico substituto, baseando-se no histórico clínico disponível.
A emissão da Declaração de Óbito (DO) em casos de óbito domiciliar é uma situação comum na prática médica, especialmente para médicos que atuam na Atenção Primária ou em serviços de urgência. É fundamental que o médico saiba como proceder corretamente para evitar erros éticos e legais, garantindo a adequada documentação do falecimento. A situação descrita na questão é um cenário típico de óbito natural em casa, onde o paciente já possuía um acompanhamento médico por doença crônica. Nesses casos, a conduta correta é que o médico acionado (mesmo que não seja o assistente habitual) realize uma visita domiciliar para constatar o óbito. É imprescindível que ele avalie o prontuário ou obtenha informações fidedignas sobre o histórico de saúde do paciente para determinar a causa da morte. Se a morte for natural e a causa puder ser estabelecida com base no histórico e na ausência de sinais de violência, o médico deverá preencher a DO, assinando como 'médico substituto' ou 'médico que constatou o óbito'. É um erro comum, e muitas vezes desnecessário, encaminhar o corpo ao IML ou SVO quando há um histórico claro de doença crônica e a morte é natural. O IML é reservado para mortes violentas ou suspeitas, enquanto o SVO é para mortes naturais sem assistência médica ou com causa indeterminada. A correta compreensão dessas diretrizes é crucial para a atuação do residente, tanto na prova quanto na prática diária, garantindo o respeito ao paciente e à família, além da conformidade com as normas do Conselho Federal de Medicina.
O médico deve realizar uma visita domiciliar para constatar o óbito, verificar o histórico clínico do paciente (prontuário, informações da família) e, se a morte for natural e a causa puder ser determinada, preencher a Declaração de Óbito como médico substituto.
Um óbito domiciliar deve ser encaminhado ao IML se houver qualquer sinal de violência, suspeita de causa não natural, ou se a causa da morte não puder ser determinada pelo médico, mesmo após análise do histórico clínico.
Preencher como 'médico substituto' significa que o médico que atesta o óbito não era o médico assistente habitual do paciente, mas está assumindo a responsabilidade de emitir o documento com base nas informações clínicas disponíveis e na constatação do óbito, em conformidade com as normas éticas e legais.
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