Unimed-Rio - Cooperativa de Trabalho Médico (RJ) — Prova 2019
A partir do caso a seguir, selecione a opção com a sequência CORRETA de causas de óbito, para preenchimento da Parte I da Declaração de Óbito, considerando que a primeira causa da lista deve ser a causa imediata e a última será a causa básica. Paciente masculino, 65 anos, sabia ser portadora de hipertensão arterial sistêmica desde há 20, sem tratamento. Há cerca de 2 anos iniciou quadro de dispneia aos esforços, quando foi diagnosticada cardiopatia hipertensiva, tendo iniciado tratamento. Desde há 2 meses, evoluiu com insuficiência cardíaca congestiva. Hoje, foi internado com edema agudo de pulmão, indo a óbito após 2 horas.
DO Parte I: Causa imediata → intermediária(s) → causa básica (sequência cronológica inversa da doença).
O preenchimento da Parte I da Declaração de Óbito segue uma lógica cronológica inversa à evolução da doença: da causa imediata (que levou diretamente ao óbito) até a causa básica (a doença ou lesão que iniciou a cadeia de eventos). No caso, o edema agudo de pulmão foi a causa imediata, decorrente da insuficiência cardíaca congestiva, que por sua vez foi consequência da cardiopatia hipertensiva, cuja origem foi a hipertensão arterial sistêmica.
A Declaração de Óbito (DO) é um documento médico-legal de suma importância para o registro de óbitos e para a saúde pública. Seu preenchimento correto é essencial para a produção de estatísticas de mortalidade fidedignas, que orientam o planejamento e a avaliação de políticas de saúde. A Parte I da DO destina-se ao registro da sequência de eventos mórbidos que levaram ao óbito, seguindo uma lógica de causalidade. O preenchimento da Parte I deve seguir uma ordem cronológica inversa à evolução da doença, começando pela causa imediata e terminando na causa básica. A causa imediata é a condição que levou diretamente à morte. As causas intermediárias são as condições que surgiram como consequência da causa básica e que, por sua vez, levaram à causa imediata. A causa básica é a doença ou lesão que iniciou a cadeia de eventos que culminou no óbito. É crucial que cada linha da Parte I seja a consequência direta da linha anterior. No caso clínico apresentado, o edema agudo de pulmão foi a causa imediata do óbito. Este foi uma complicação da insuficiência cardíaca congestiva, que por sua vez era uma manifestação da cardiopatia hipertensiva. A doença original e desencadeadora de toda a cadeia foi a hipertensão arterial sistêmica não tratada. Residentes devem dominar essa lógica para garantir a qualidade dos dados de mortalidade e a correta compreensão dos perfis epidemiológicos.
A causa básica de óbito é a doença ou lesão que iniciou a cadeia de eventos mórbidos que, sem interrupção, levou à morte, ou as circunstâncias do acidente ou violência que produziram a lesão fatal. É o ponto de partida da sequência causal.
A causa imediata é a condição final que levou diretamente à morte. As causas intermediárias são as condições que surgiram entre a causa básica e a causa imediata, formando a cadeia de eventos que culminou no óbito, sendo cada uma consequência da anterior.
O preenchimento correto da DO é fundamental para a produção de estatísticas de mortalidade confiáveis, que subsidiam políticas públicas de saúde, vigilância epidemiológica e pesquisa científica, permitindo identificar prioridades e avaliar intervenções.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo