UFMS/HUMAP - Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian - Campo Grande (MS) — Prova 2019
Em relação ao Atestado de Óbito, é correto afirmar:
Atestado de Óbito: Médico é obrigado a emitir DO se for o único profissional na cidade, mesmo sem assistência prévia.
A emissão da Declaração de Óbito (DO) é um ato médico de grande responsabilidade e segue normas específicas do Conselho Federal de Medicina (CFM). Em situações de exceção, como a ausência de outros profissionais ou IML, o médico tem o dever ético e legal de preencher a DO, garantindo o registro adequado do óbito.
A Declaração de Óbito (DO), popularmente conhecida como atestado de óbito, é um documento médico-legal de extrema importância, pois registra a causa da morte e permite o sepultamento e o cumprimento de trâmites legais. A emissão da DO é um ato privativo do médico e é regida por normas do Conselho Federal de Medicina (CFM) e do Código de Ética Médica. É fundamental que o residente compreenda as responsabilidades e as situações específicas que envolvem o preenchimento deste documento. As regras gerais estabelecem que o médico assistente deve emitir a DO para óbitos por causas naturais de pacientes que ele acompanhava. Em casos de óbito sem assistência médica, a DO é emitida pelo Serviço de Verificação de Óbitos (SVO). Já para óbitos por causas externas (violentas ou suspeitas), a responsabilidade é do Instituto Médico Legal (IML). No entanto, existem exceções importantes, como a situação em que o médico é o único profissional disponível em uma localidade, onde sua recusa em emitir a DO pode configurar omissão de socorro e causar sérios problemas sociais e legais. A questão aborda uma dessas exceções: a obrigação do médico em emitir a DO quando ele é o único profissional na cidade, mesmo que não tenha assistido o paciente previamente. Nesses cenários, o médico deve agir com prudência, documentar a situação e, se possível, comunicar as autoridades sanitárias e judiciais. O conhecimento dessas nuances é crucial para o residente, pois garante a conformidade legal e ética, além de assegurar que o processo de registro de óbitos ocorra de forma adequada, mesmo em contextos desafiadores.
Se o óbito ocorrer em ambulância com médico assistente presente, este deve emitir a DO. Se não houver médico e a causa for natural, o óbito deve ser encaminhado ao SVO (Serviço de Verificação de Óbitos). Se a causa for externa, ao IML. O plantonista só emitiria se o paciente chegasse vivo e falecesse sob sua assistência.
Em municípios sem IML, para óbitos por causas externas, o médico não deve emitir a DO sem autorização judicial ou policial. A exceção é se ele for o único médico na cidade e não houver outra autoridade para determinar a causa, sendo uma situação complexa que exige comunicação com as autoridades competentes.
O Código de Ética Médica estabelece que é dever do médico atestar o óbito, desde que tenha assistido o paciente ou verificado o óbito, e que a causa seja natural. Em casos de óbito sem assistência ou por causas externas, há regras específicas que envolvem o SVO e o IML, mas o médico tem responsabilidade em situações excepcionais.
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