FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2017
Um portador de hipertensão arterial sistêmica de longa data (HAS), sem aderência ao tratamento, iniciou com dispneia aos esforços há dois anos, quando a investigação apontou cardiopatia hipertensiva (CH). Há seis meses, iniciou com quadro de insuficiência cardíaca congestiva (ICC). Hoje, foi admitido no pronto-socorro com quadro de edema agudo de pulmão (EAP), falecendo 3 horas após a internação. A sequência CORRETA a ser assinalada na Declaração de Óbito é:
DO → Causa imediata (EAP) → Causa intermediária (ICC, CH) → Causa básica (HAS).
A Declaração de Óbito deve seguir a sequência cronológica inversa da fisiopatologia, partindo da causa imediata que levou ao óbito até a causa básica que iniciou a cadeia de eventos mórbidos. Isso é crucial para estatísticas de saúde pública e planejamento de políticas de saúde.
A Declaração de Óbito (DO) é um documento médico-legal de extrema importância, tanto para a família quanto para as estatísticas de saúde pública. Seu preenchimento correto exige a compreensão da cadeia de eventos mórbidos, que descreve a sequência de doenças ou lesões que levaram ao óbito. A causa básica é o ponto de partida dessa cadeia, sendo a doença ou lesão que iniciou todo o processo. No caso apresentado, a Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) de longa data é a causa básica, pois desencadeou a Cardiopatia Hipertensiva (CH), que por sua vez levou à Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC). A ICC, em sua descompensação aguda, culminou no Edema Agudo de Pulmão (EAP), a causa imediata da morte. Portanto, a sequência na DO deve ser inversa à cronologia clínica, partindo do EAP (causa imediata) até a HAS (causa básica). Dominar o preenchimento da DO é crucial para residentes, pois garante a validade legal do documento e contribui significativamente para a qualidade dos dados epidemiológicos. A prática correta permite identificar padrões de morbimortalidade, direcionar recursos e desenvolver estratégias de prevenção e tratamento mais eficazes para a população, impactando diretamente a saúde pública.
A sequência correta é fundamental para a coleta de dados epidemiológicos precisos, permitindo identificar as principais causas de mortalidade e planejar políticas de saúde pública eficazes. Erros comprometem a análise de morbimortalidade.
A causa básica é a doença ou lesão que iniciou a cadeia de eventos mórbidos que levou diretamente à morte, ou as circunstâncias do acidente ou violência que produziram a lesão fatal. É o ponto de partida da cascata de eventos.
A causa imediata é a doença ou complicação que diretamente precedeu e causou a morte, sendo o último evento na cadeia de acontecimentos que culminaram no óbito. É a condição final que levou ao falecimento.
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