UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2016
Mulher com 40 anos, sete gestações anteriores, teve o último parto há um ano da gestação atual. Em consulta médica na 38ª semana desta gestação, ela apresentava queixa de sangramento vaginal e recebeu a informação de que estava com placenta prévia, confirmada por ultrassom. Foi encaminhada à maternidade, mas não compareceu ao serviço. Dois dias após a consulta, foi internada em choque hipovolêmico e encaminhada ao centro cirúrgico para realizar a cesariana de emergência. Durante o procedimento, sofreu uma parada cardiorrespiratória e faleceu. Para o adequado preenchimento da Declaração de Óbito, reproduzida acima, (VER IMAGEM) no item CAUSAS DA MORTE, PARTE I, linha "a" (Devido ou como consequência de) deve constar
Preenchimento DO: Causa imediata (linha a) → Causa antecedente (linha b) → Causa básica (linha c). Choque hipovolêmico é causa imediata, não PCR.
No preenchimento da Declaração de Óbito, a linha 'a' da Parte I deve conter a causa imediata da morte, que é a doença ou complicação que diretamente levou ao óbito. Parada cardiorrespiratória é um mecanismo, não uma causa, e deve-se buscar a condição que a provocou, como o choque hipovolêmico.
O preenchimento correto da Declaração de Óbito (DO) é uma responsabilidade médica crucial, com implicações legais, epidemiológicas e de saúde pública. A Parte I da DO destina-se ao registro da sequência de eventos que levaram à morte, começando pela causa imediata (linha 'a'), seguida pelas causas antecedentes (linha 'b') e culminando na causa básica (linha 'c'). A causa imediata é a doença ou complicação que diretamente precedeu e causou a morte. É um erro comum registrar 'Parada Cardiorrespiratória' como causa imediata, pois esta é um mecanismo final, e não a condição subjacente. No caso apresentado, o choque hipovolêmico foi a condição que diretamente levou à parada e, portanto, deve ser registrado como causa imediata. A placenta prévia, por sua vez, foi a condição original que iniciou a cadeia de eventos, caracterizando-se como a causa básica da morte. Para residentes, dominar o preenchimento da DO é essencial para a prática clínica e para a compreensão da mortalidade. A correta identificação da cadeia causal da morte não só garante a fidedignidade dos dados estatísticos de saúde, mas também contribui para o planejamento de políticas públicas e a prevenção de mortes evitáveis, especialmente em contextos como a mortalidade materna.
A causa imediata é a doença ou complicação que diretamente levou à morte (linha 'a' da Parte I). A causa básica é a doença ou lesão que iniciou a cadeia de eventos que resultou na morte (linha 'c' da Parte I), sendo a causa fundamental.
A parada cardiorrespiratória é um mecanismo final da morte, não uma causa etiológica. É crucial identificar a doença ou complicação que levou à parada, como choque hipovolêmico ou sepse, e registrá-la na linha 'a' como a causa imediata.
A placenta prévia é uma condição obstétrica que pode causar hemorragia grave, levando a choque hipovolêmico e, consequentemente, à parada cardiorrespiratória. Ela seria a causa básica na cadeia de eventos, iniciando todo o processo que culminou no óbito.
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