FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2021
Mulher, 57 anos, do lar, residente na área de abrangência Unidade Básica de Saúde da Família (UBSF), apresenta perda de peso acentuada nos últimos três meses. Teve diagnóstico de câncer de estômago no início do quadro, foi submetida à cirurgia e sessões de radioterapia, que foram suspensas há um mês após constatação de metástases em vários órgãos. A paciente evoluiu para um quadro de caquexia e vinha recebendo atendimento domiciliar pelo médico dessa UBSF, que a visitava regularmente em casa. Nesta data, a família procura o médico na UBSF e comunica que, após a última visita, a paciente evoluiu com episódio de perda da consciência e faleceu no domicílio.
Óbito domiciliar com assistência médica prévia → médico assistente verifica cadáver e emite DO.
Em caso de óbito domiciliar de causa natural, se o médico assistente conhecia o quadro clínico da paciente e seu prognóstico, ele é o responsável por verificar o cadáver e emitir a Declaração de Óbito, atestando a causa da morte.
A Declaração de Óbito (DO) é um documento médico-legal de extrema importância, que atesta a morte de um indivíduo e fornece informações essenciais para fins estatísticos, epidemiológicos e legais. A correta emissão da DO é uma responsabilidade médica e varia conforme as circunstâncias do óbito, especialmente se ocorre em domicílio. No cenário de um óbito domiciliar por causa natural, como o caso da paciente com câncer em estágio avançado e acompanhamento médico regular, a responsabilidade pela emissão da DO recai sobre o médico assistente. Este profissional, por ter prestado assistência contínua à paciente, conhece seu histórico clínico, o diagnóstico e o prognóstico, estando apto a atestar a causa da morte. É fundamental que o médico verifique pessoalmente o cadáver para confirmar o óbito e afastar qualquer suspeita de causa externa. Em situações onde não há assistência médica prévia ou a causa da morte natural é desconhecida, o corpo deve ser encaminhado ao Serviço de Verificação de Óbitos (SVO). Se houver qualquer indício de morte violenta ou suspeita (acidente, suicídio, homicídio), o encaminhamento é para o Instituto Médico Legal (IML). A distinção entre essas situações é crucial para a correta condução do processo e para evitar problemas legais ou éticos para o profissional.
Se houver assistência médica prévia e a causa da morte for natural e conhecida, o médico assistente é o responsável. Caso contrário, o corpo pode ser encaminhado ao SVO ou IML.
O SVO (Serviço de Verificação de Óbitos) é acionado para óbitos de causa natural sem assistência médica ou com causa indeterminada. O IML (Instituto Médico Legal) é para óbitos de causa externa (violenta ou suspeita).
A verificação pessoal é crucial para confirmar o óbito, afastar sinais de violência ou causa externa e garantir que a causa da morte declarada é compatível com o quadro clínico conhecido.
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