HRD - Hospital Rio Doce - Linhares (ES) — Prova 2020
Homem de 59 anos, fumante há 40, deu entrada no pronto atendimento do hospital com quadro de dispneia intensa, que evoluiu para óbito 24 horas após a admissão. Na admissão, fez-se o diagnóstico de embolia pulmonar e trombose venosa profunda em membro inferior direito. O preenchimento MAIS adequado da declaração de óbito é .
Declaração de Óbito: Parte I = cadeia causal direta; Parte II = outras condições contribuintes.
A Parte I da Declaração de Óbito deve descrever a sequência de eventos que levaram diretamente à morte, do mais recente (a) ao mais antigo (c). A Parte II lista outras condições que contribuíram para o óbito, mas não fazem parte da cadeia causal direta. Neste caso, a embolia pulmonar foi a causa imediata, decorrente da trombose venosa profunda, e o tabagismo foi um fator contribuinte.
O preenchimento da Declaração de Óbito (DO) é uma responsabilidade médica crucial, com implicações significativas para a saúde pública e estatísticas de mortalidade. A DO é dividida em duas partes principais: Parte I e Parte II. A Parte I destina-se à descrição da cadeia de eventos que levaram diretamente à morte, em ordem cronológica inversa (do mais recente ao mais antigo). A Parte II registra outras condições que contribuíram para o óbito, mas que não fazem parte da sequência causal direta. No caso apresentado, a embolia pulmonar foi a causa imediata da morte (a), sendo uma consequência direta da trombose venosa profunda (b). O tabagismo, embora seja um importante fator de risco para trombose e outras doenças cardiovasculares, não é uma causa direta na cadeia de eventos que levou à embolia pulmonar e, portanto, deve ser registrado na Parte II como uma condição contribuinte. A compreensão da diferença entre a causa básica (a doença ou lesão que iniciou a cadeia de eventos), as causas intermediárias e a causa imediata é fundamental para o preenchimento correto. Erros no preenchimento podem distorcer as estatísticas de mortalidade, prejudicando o planejamento e a avaliação de políticas de saúde.
O preenchimento correto é fundamental para as estatísticas de mortalidade, planejamento em saúde pública, pesquisa epidemiológica e para fins legais e administrativos.
A causa básica de morte é a doença ou lesão que iniciou a cadeia de eventos patológicos que levaram diretamente à morte. Ela é a última condição registrada na Parte I, na linha 'c' ou 'b' se não houver 'c'.
A Parte I descreve a sequência lógica e cronológica de eventos que levaram à morte (causa imediata, intermediária, básica). A Parte II lista outras condições significativas que contribuíram para o óbito, mas não estavam na linha direta de causalidade.
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