INCA - Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (RJ) — Prova 2021
Mulher, 38 anos, usuária de drogas ilícitas há 15 anos, foi atropelada e teve fratura exposta de fêmur. No pósoperatório, evoluiu com quadro infeccioso, choque séptico e subsequente óbito. Na Declaração de Óbito, o preenchimento adequado das causas do óbito, imediata, básica e da Parte II, respectivamente, é:
Cadeia de eventos do óbito: Causa Imediata → Causa Intermediária → Causa Básica. Parte II = condições contribuintes.
A causa imediata é a condição final que levou à morte (choque séptico). A causa básica é a doença ou lesão que iniciou a cadeia de eventos (atropelamento). A Parte II inclui outras condições que contribuíram, mas não fazem parte da cadeia direta (uso de drogas).
O preenchimento correto da Declaração de Óbito (DO) é uma responsabilidade médica fundamental, com implicações legais, epidemiológicas e de saúde pública. A DO é dividida em Parte I, que descreve a cadeia de eventos que levou diretamente à morte, e Parte II, que lista outras condições significativas que contribuíram para o óbito, mas não fazem parte da sequência causal direta. Na Parte I, a causa imediata é a condição final que resultou na morte (linha "a"). As linhas "b", "c" e "d" descrevem as causas intermediárias que levaram à causa imediata, em ordem cronológica inversa. A causa básica é a doença ou lesão que iniciou a cadeia de eventos patológicos que, sem interrupção, levou à morte. No caso apresentado, o atropelamento é a causa básica, que levou à fratura exposta, que levou à infecção, que levou ao choque séptico (causa imediata). A Parte II é destinada a outras condições mórbidas preexistentes ou concomitantes que, embora não diretamente na cadeia causal do óbito, contribuíram para o desfecho fatal. O uso de drogas ilícitas, neste caso, é uma comorbidade que pode ter influenciado a evolução do quadro infeccioso e a resposta ao tratamento, sendo, portanto, uma condição contribuinte.
A causa imediata é a condição final que levou diretamente à morte, enquanto a causa básica é a doença ou lesão que iniciou a cadeia de eventos patológicos que resultaram no óbito.
As comorbidades ou outras condições significativas que contribuíram para o óbito, mas não fizeram parte da cadeia direta de eventos, são registradas na Parte II da Declaração de Óbito.
Em casos de trauma, a causa básica é geralmente o próprio trauma (ex: atropelamento, queda), mesmo que o óbito ocorra por complicações posteriores como infecção ou choque.
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