Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2019
Criança de seis meses deu entrada no pronto-socorro com história de três dias de diarreia, que se intensificou nas últimas 12 horas. Examinada, mostrava-se desidratada, prostrada, reagindo pouco aos estímulos, com choro débil. Foi iniciada a reidratação, porém a criança faleceu 45 minutos após a internação. O exame físico revelou, além dos sinais de intensa desidratação, evidências de desnutrição. O preenchimento da Parte I da Declaração de Óbito deve ser feito da seguinte forma:
DO Parte I: Causa imediata → Causa intermediária → Causa básica (sequência fisiopatológica).
O preenchimento da Parte I da Declaração de Óbito segue a sequência cronológica e fisiopatológica dos eventos que levaram à morte. A causa imediata é a condição final, a intermediária é a que levou à imediata, e a básica é a doença ou lesão que iniciou a cadeia de eventos.
A Declaração de Óbito (DO) é um documento médico-legal de extrema importância para a saúde pública, pois fornece dados essenciais para as estatísticas de mortalidade. O preenchimento correto da Parte I da DO é fundamental para a identificação da causa básica de óbito, que é a condição que iniciou a cadeia de eventos que levou à morte. A compreensão dessa sequência fisiopatológica é crucial para médicos e residentes. No caso apresentado, a criança faleceu devido à desidratação grave, que foi uma consequência direta da diarreia. A diarreia, por sua vez, foi agravada pela desnutrição preexistente, que comprometeu a capacidade da criança de combater a infecção e se recuperar. Assim, a desidratação é a causa imediata (linha I), a diarreia é a causa intermediária (linha II) e a desnutrição é a causa básica (linha III), pois foi a condição subjacente que tornou a criança vulnerável e iniciou a cadeia de eventos que culminou no óbito. O preenchimento adequado da DO permite que as autoridades de saúde identifiquem os principais problemas de saúde que afetam a população, como a mortalidade infantil por diarreia e desnutrição, e desenvolvam estratégias eficazes de prevenção e controle. É um ato médico de responsabilidade e impacto social, que exige conhecimento técnico e atenção aos detalhes da sequência de eventos mórbidos.
A Parte I deve ser preenchida com a sequência cronológica e fisiopatológica de eventos que levaram diretamente à morte, começando pela causa imediata (linha I), passando pela intermediária (linha II) e terminando na causa básica (linha III), que é a doença ou lesão que iniciou a cadeia de eventos.
A causa básica de óbito é a doença ou lesão que iniciou a cadeia de eventos mórbidos que, sem interrupção, levou à morte, ou as circunstâncias do acidente ou violência que produziram a lesão fatal. É a condição fundamental que desencadeou todo o processo.
O preenchimento correto é crucial para a produção de estatísticas de mortalidade confiáveis, que são essenciais para o planejamento e avaliação de políticas públicas de saúde, identificação de prioridades e alocação de recursos.
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