IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2023
Um homem de 75 anos de idade foi levado ao pronto-socorro mais próximo de sua casa com quadro de piora da insuficiência cardíaca congestiva com dispneia súbita. Evoluiu a óbito três dias após a internação. Era tabagista (40 maços-ano). Teve diagnóstico de estenose de mitral aos 30 anos de idade e febre reumática na infância. A imagem a seguir mostra parte da declaração de óbito desse homem. Com base nesse caso, assinale a alternativa apresenta o melhor preenchimento dessa declaração de óbito.
Declaração de Óbito: Parte I = sequência de eventos que levaram à morte; Parte II = outras condições que contribuíram.
O preenchimento da Declaração de Óbito segue uma lógica de causalidade, onde a Parte I descreve a sequência de eventos que levaram diretamente à morte, do mais recente (a) ao mais antigo (c ou d), culminando na causa básica. A Parte II lista outras condições que contribuíram, mas não estavam na cadeia causal direta.
O preenchimento correto da Declaração de Óbito (DO) é uma responsabilidade médica crucial, não apenas para fins legais e administrativos, mas também para a coleta de dados epidemiológicos que subsidiam políticas de saúde pública. A DO exige uma compreensão clara da sequência de eventos que levaram ao óbito, seguindo as diretrizes da Classificação Internacional de Doenças (CID). A Parte I da DO destina-se à cadeia causal de eventos que levaram diretamente à morte, preenchida de baixo para cima, do mais antigo ao mais recente. Começa-se pela causa básica (a doença ou lesão que iniciou a sequência de eventos mórbidos que resultaram na morte), seguida pelas causas intermediárias e, por fim, a causa imediata. No caso apresentado, a insuficiência cardíaca (a) foi consequência da estenose de valva mitral (b), que por sua vez foi sequela da febre reumática (c). A Parte II da DO é reservada para outras condições significativas que contribuíram para o óbito, mas que não estavam na cadeia causal direta da Parte I. O tabagismo, sendo um fator de risco para diversas doenças cardiovasculares e pulmonares, mas não uma causa direta da estenose mitral ou da febre reumática, deve ser listado na Parte II como um fator contribuinte, auxiliando na análise epidemiológica das comorbidades.
A causa imediata é a doença ou lesão que diretamente levou à morte. A causa básica é a doença ou lesão que iniciou a cadeia de eventos patológicos que resultaram na morte, ou as circunstâncias do acidente ou violência que produziram a lesão fatal.
A Parte I é preenchida em ordem cronológica inversa, começando pela causa imediata (linha a), seguida pelas causas intermediárias (linhas b, c) e, por fim, a causa básica (última linha preenchida na Parte I).
O tabagismo, sendo um fator de risco que contribui para o agravamento de condições, mas não uma causa direta na cadeia de eventos que levam à morte, deve ser registrado na Parte II da Declaração de Óbito.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo