Declaração de Óbito: Sequência Correta das Causas

UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2016

Enunciado

Paciente com DPOC hospitalizado com quadro de pneumonia evoluiu com choque séptico e parada cardíaca não responsiva às manobras de ressuscitação. Assinale a alternativa que contém a sequência correta de diagnósticos que deve ser preenchida no campo "causas da morte" no preenchimento da declaração de óbito.

Alternativas

  1. A) a) DPOC, b) pneumonia, c) parada cardíaca.
  2. B) a) pneumonia, b) choque séptico, c) parada cardíaca.
  3. C) a) Choque séptico, b) pneumonia, c) DPOC.
  4. D) a) DPOC, b) pneumonia, c) choque séptico. 
  5. E) a) Parada cardíaca, b) choque séptico, c) pneumonia. 

Pérola Clínica

DO: Causa imediata → Causa intermediária → Causa básica (ex: Choque séptico → Pneumonia → DPOC).

Resumo-Chave

No preenchimento da Declaração de Óbito, as causas da morte devem seguir uma sequência lógica e cronológica, do evento mais imediato que levou à morte (mas não o modo de morrer, como parada cardíaca) até a causa básica que iniciou a cadeia de eventos. A sequência correta é Choque Séptico (causa imediata), Pneumonia (causa intermediária) e DPOC (causa básica ou condição predisponente).

Contexto Educacional

O preenchimento correto da Declaração de Óbito (DO) é uma responsabilidade médica fundamental, com implicações legais, epidemiológicas e de saúde pública. A seção de 'causas da morte' exige uma compreensão clara da sequência causal dos eventos que levaram ao óbito, seguindo as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS). A sequência padrão é: I. a) Causa imediata (doença ou complicação que diretamente levou à morte); b) Causa intermediária (condição que levou à causa imediata); c) Causa básica (doença ou lesão que iniciou a cadeia de eventos). No caso apresentado, a pneumonia levou ao choque séptico, que por sua vez levou à parada cardíaca. O DPOC é a condição subjacente que predispôs o paciente à pneumonia. Portanto, a sequência causal correta seria: Choque Séptico (a), Pneumonia (b), DPOC (c). É um erro comum listar a parada cardíaca como causa de morte, pois ela é o evento final (modo de morrer), e não a doença subjacente. Residentes devem ser treinados para identificar a cadeia de eventos mórbidos, distinguindo entre a causa imediata, as causas intermediárias e a causa básica, para garantir a precisão dos dados de mortalidade e a correta compreensão das estatísticas de saúde.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre causa imediata e causa básica da morte na Declaração de Óbito?

A causa imediata é a doença ou complicação que diretamente levou à morte, enquanto a causa básica é a doença ou lesão que iniciou a cadeia de eventos mórbidos que resultaram na morte. A causa básica é o ponto de partida da sequência causal.

Por que a parada cardíaca não é considerada uma causa de morte na Declaração de Óbito?

A parada cardíaca é o modo de morrer, ou seja, o evento final que culmina na morte, mas não a causa subjacente. A Declaração de Óbito busca identificar as doenças ou condições que levaram à parada cardíaca, estabelecendo uma cadeia causal.

Como o DPOC se encaixa na cadeia de causas de morte neste cenário?

O DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica) é uma condição crônica subjacente que predispôs o paciente a desenvolver pneumonia. Neste caso, ele atua como a causa básica, iniciando a cadeia de eventos que levou à pneumonia, choque séptico e, consequentemente, à morte.

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