FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2019
Paciente masculino, 58 anos foi encontrado, por sua mulher, caído sem vida no quintal na sua residência, localizada no município X, no Bairro Y onde fica localizada a Unidade Básica de saúde da família (UBSF)Y. A mulher acredita que o marido ficou caído por 3 dias, pois foi este o tempo que ficou fora cuidando da sua mãe na zona rural. Considerando o preenchimento da Declaração de Óbito (DO), com indícios de morte por causas externas, qual das alternativas é a correta:
Morte por causa externa/violenta → DO sempre emitida por médico legista do IML, independentemente do tempo ou local.
A Declaração de Óbito (DO) para mortes por causas externas ou violentas (incluindo suspeitas) tem regras específicas. A competência para emitir a DO nesses casos é do médico legista do Instituto Médico Legal (IML) ou serviço equivalente. Isso se aplica independentemente do tempo decorrido desde o evento ou da existência de um médico assistente, pois a natureza da morte exige uma investigação forense para determinar a causa jurídica e médica.
A Declaração de Óbito (DO) é um documento médico-legal de extrema importância, com implicações sanitárias, epidemiológicas, jurídicas e sociais. Sua correta emissão é fundamental para o registro civil, estatísticas de saúde e para a elucidação de causas de morte. As regras para o preenchimento da DO variam conforme a natureza da morte, sendo as mortes por causas externas (violentas, acidentais, suicídios, homicídios ou suspeitas) um capítulo à parte na medicina legal. Nesses casos, a competência para a emissão da DO é exclusiva do médico legista do Instituto Médico Legal (IML) ou de um serviço de verificação de óbitos (SVO) quando a causa é natural, mas sem assistência médica ou com causa indeterminada. A razão para essa exclusividade reside na necessidade de uma investigação forense detalhada para determinar a causa jurídica da morte, que pode ter implicações criminais ou cíveis. O tempo decorrido entre o evento e a constatação da morte não altera essa prerrogativa. É um erro comum, e que pode levar a problemas éticos e legais para o médico, atestar um óbito por causa externa ou suspeita sem a devida perícia médico-legal. O médico assistente, mesmo que conheça o paciente, deve encaminhar o caso ao IML. A correta aplicação dessas normas garante a integridade do processo legal e a fidedignidade dos dados de mortalidade, sendo um conhecimento essencial para todos os profissionais de saúde, especialmente os residentes.
Em casos de morte por causas externas (violentas, acidentais, suspeitas), a Declaração de Óbito deve ser emitida obrigatoriamente por um médico legista do Instituto Médico Legal (IML) ou serviço equivalente, independentemente do tempo decorrido ou da existência de um médico assistente.
Não, o médico assistente não deve atestar óbito em casos de morte violenta ou suspeita. O Código de Ética Médica e as normas do CFM direcionam esses casos para a perícia médico-legal, a fim de garantir a investigação adequada da causa da morte.
O IML é fundamental para determinar a causa jurídica e médica da morte em casos suspeitos, violentos ou não naturais. A perícia médico-legal assegura a correta identificação da causa mortis e auxilia em investigações policiais e judiciais, protegendo a sociedade e a família do falecido.
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