Declaração de Astana: Fortalecendo a APS para a Saúde Universal

UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2019

Enunciado

Após 40 anos da Declaração da Alma Atá (1978), foi realizada a Conferência Global sobre Atenção Primária a Saúde no Cazaquistão que culminou na publicação da Declaração de Astana pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Este documento enfatiza:

Alternativas

  1. A) o fortalecimento do sistema com base hospitalar para dar apoio a rede de atenção a saúde.
  2. B) a cobertura universal de saúde através de cuidados primários sustentáveis e com sistema de saúde resilientes. 
  3. C) a abrangência seletiva da atenção primária para promover a equidade, o acesso e a universalidade.
  4. D) o desenvolvimento de sistemas de financiamento baseados em parcerias público privadas. 
  5. E) a governança participativa baseada na alfabetização em saúde para fortalecer a atenção secundária.

Pérola Clínica

Declaração de Astana (2018) → Cobertura Universal de Saúde via APS sustentável e sistemas resilientes.

Resumo-Chave

A Declaração de Astana reafirma e atualiza os princípios de Alma-Atá, enfatizando a Atenção Primária à Saúde como a base para alcançar a Cobertura Universal de Saúde. Ela destaca a necessidade de sistemas de saúde resilientes, capazes de responder a desafios e crises, e de cuidados primários sustentáveis que garantam acesso equitativo e de qualidade para todos.

Contexto Educacional

A Declaração de Astana, publicada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2018, marcou os 40 anos da histórica Declaração de Alma-Atá (1978). Enquanto Alma-Atá estabeleceu a Atenção Primária à Saúde (APS) como a estratégia central para alcançar a 'Saúde para Todos', Astana veio para reafirmar e atualizar esses princípios, adaptando-os aos complexos desafios de saúde do século XXI. Este documento enfatiza a Cobertura Universal de Saúde (CUS) como o objetivo primordial, e a APS como o meio mais eficaz e equitativo para alcançá-la. A Declaração de Astana destaca a necessidade de cuidados primários sustentáveis e de sistemas de saúde resilientes, capazes de se adaptar e responder a crises, como pandemias, desastres naturais e conflitos. Ela reconhece que a APS deve ser abrangente, centrada nas pessoas e na comunidade, e que exige investimentos contínuos e parcerias multissetoriais. Para os residentes, compreender a Declaração de Astana é fundamental para contextualizar a importância da APS na organização dos sistemas de saúde contemporâneos. Ela orienta a prática clínica e a gestão em saúde, reforçando a necessidade de uma abordagem integral, equitativa e sustentável, que coloque a saúde e o bem-estar das pessoas no centro das políticas e ações, preparando os futuros profissionais para os desafios da saúde global.

Perguntas Frequentes

Qual a relação entre a Declaração de Astana e a Declaração de Alma-Atá?

A Declaração de Astana (2018) é uma reafirmação e atualização da Declaração de Alma-Atá (1978). Enquanto Alma-Atá lançou as bases da Atenção Primária à Saúde (APS) como chave para 'Saúde para Todos', Astana reforça esses princípios, adaptando-os aos desafios contemporâneos e enfatizando a APS como pilar da Cobertura Universal de Saúde e de sistemas resilientes.

O que significa 'cobertura universal de saúde' no contexto da Declaração de Astana?

A Cobertura Universal de Saúde, segundo Astana, significa que todas as pessoas têm acesso a serviços de saúde de qualidade de que necessitam, sem enfrentar dificuldades financeiras. Isso inclui a promoção da saúde, prevenção de doenças, tratamento, reabilitação e cuidados paliativos, com a APS como o primeiro ponto de contato.

Como a Declaração de Astana aborda a resiliência dos sistemas de saúde?

A Declaração de Astana enfatiza a necessidade de sistemas de saúde resilientes, capazes de se adaptar e responder eficazmente a crises, emergências de saúde pública e mudanças demográficas e epidemiológicas. Isso implica em investimentos em força de trabalho, infraestrutura, financiamento sustentável e governança robusta, com a APS no centro da resposta.

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