Decisão Compartilhada: Engajamento e Autonomia do Paciente

SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2021

Enunciado

Um dos lemas norteadores do sistema de saúde publico inglês diz o seguinte: “Nenhuma decisão a meu respeito, sem a minha participação”. Sobre as decisões compartilhadas assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) É prática médica realizada, na maior parte das vezes, de forma horizontal, em que o médico decide a melhor opção de tratamento ou intervenção para sua pessoa, com base nas evidências disponíveis e após conduta traçada, informa ao seu paciente.
  2. B) A decisão compartilhada é o processo em que médico e pessoa decidem juntos sobre exames, tratamentos e suporte, levando em consideração as preferências da pessoa e as melhores evidências. A adesão medicamentosa, as mudanças de hábitos de vida e a satisfação com o tratamento são maiores quando a decisão é tomada de forma compartilhada.
  3. C) É fundamental ajudar a pessoa a entender e articular o que ele pretende alcançar com o tratamento ou opções de autocuidado disponíveis. Não ofertando opções que em seu julgamento estejam além da compreensão técnica do paciente.
  4. D) Muitos profissionais e pacientes não desejam ou não estão preparadas para compartilhar decisões. Nesses casos, precisamos trabalhar com a verticalidade do cuidado o tornando pontual. Além disso, o médico precisa exercitar suas habilidades de comunicação para adaptar o discurso conforme a capacidade de compreensão de cada pessoa.

Pérola Clínica

Decisão compartilhada = médico + paciente decidem juntos, considerando evidências e preferências, ↑ adesão e satisfação.

Resumo-Chave

A decisão compartilhada é um pilar da medicina centrada no paciente, onde o profissional de saúde e o paciente colaboram ativamente na escolha do plano de cuidado. Este processo valoriza a autonomia do paciente, integrando suas preferências e valores pessoais às melhores evidências científicas disponíveis, resultando em maior engajamento e melhores desfechos.

Contexto Educacional

A decisão compartilhada é um modelo de cuidado que enfatiza a colaboração entre médicos e pacientes na tomada de decisões sobre o tratamento e manejo da saúde. Originada de movimentos que valorizam a autonomia do paciente e a ética médica, ela se tornou um pilar fundamental em sistemas de saúde modernos, como o inglês, e é crucial para a prática clínica contemporânea. Sua importância reside na promoção de um cuidado mais humano e eficaz. Fisiologicamente, a decisão compartilhada não se refere a um processo orgânico, mas sim a uma abordagem comunicacional e ética. Ela envolve o médico apresentando as opções de tratamento baseadas nas melhores evidências científicas, discutindo os riscos e benefícios de cada uma, e o paciente expressando suas preferências, valores e expectativas. O diagnóstico, neste contexto, é a identificação da necessidade de uma decisão, e a suspeita surge quando há múltiplas opções terapêuticas ou quando os valores do paciente são cruciais para a escolha. O tratamento, ou seja, a implementação da decisão, é mais bem-sucedido quando há um consenso mútuo. O prognóstico de adesão e satisfação do paciente é significativamente melhorado. Pontos de atenção incluem a necessidade de habilidades de comunicação eficazes por parte do médico, a capacidade de apresentar informações complexas de forma compreensível e a disposição de ambos os lados para o diálogo aberto e respeitoso.

Perguntas Frequentes

Quais os princípios da decisão compartilhada em saúde?

Os princípios incluem o respeito à autonomia do paciente, o fornecimento de informações claras e baseadas em evidências, e a exploração das preferências e valores do paciente para chegar a uma escolha mútua.

Como a decisão compartilhada impacta a adesão ao tratamento?

A decisão compartilhada aumenta significativamente a adesão ao tratamento, pois o paciente se sente mais envolvido e responsável pela escolha, o que fortalece seu compromisso com o plano de cuidados.

Em que situações a decisão compartilhada é mais relevante?

É relevante em todas as situações clínicas, mas especialmente em escolhas complexas com múltiplas opções de tratamento, onde os valores e preferências do paciente podem influenciar fortemente o desfecho desejado.

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