UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2021
Mulher, 60 anos de idade, internada na UTI, foi traqueostomizada há 12 horas. Durante o banho da paciente, ocorre perda da cânula de traqueostomia. Qual é a conduta mais adequada?
Decanulação acidental < 72h pós-traqueostomia → intubação orotraqueal imediata.
Em casos de decanulação acidental de traqueostomia recente (nas primeiras 72 horas), o trajeto ainda não está maduro e pode colabar. A intubação orotraqueal é a conduta mais segura para garantir a via aérea, pois a recolocação da cânula pode ser difícil e levar a falsa via.
A decanulação acidental de uma traqueostomia é uma emergência médica que exige reconhecimento rápido e manejo adequado para evitar complicações graves, como hipóxia e parada cardiorrespiratória. A conduta mais apropriada depende criticamente do tempo decorrido desde a realização da traqueostomia, sendo as primeiras 72 horas um período de alto risco. Em pacientes com traqueostomia recente (menos de 72 horas), o trajeto entre a pele e a traqueia ainda não está maduro nem epitelizado. Isso significa que o estoma pode colabar facilmente, e a tentativa de recolocação da cânula às cegas pode resultar na criação de uma falsa via, levando a enfisema subcutâneo, pneumomediastino ou pneumotórax, sem garantir a ventilação. Nesses casos, a prioridade é restabelecer uma via aérea segura, e a intubação orotraqueal é a conduta mais recomendada e segura. Para traqueostomias mais antigas (geralmente após 7-10 dias), o trajeto já está maduro e bem formado, permitindo que a recolocação da cânula seja tentada com maior segurança, muitas vezes com o auxílio de um introdutor. No entanto, em qualquer situação de decanulação acidental, a avaliação da estabilidade do paciente e a capacidade de ventilação são primordiais, e a equipe deve estar preparada para intubação orotraqueal como plano B.
Em traqueostomias recentes (primeiras 72 horas), o trajeto ainda não está epitelizado e maduro, havendo alto risco de colabamento do estoma ou criação de falsa via durante a tentativa de recolocação da cânula.
A intubação orotraqueal garante uma via aérea segura e estabelecida rapidamente, evitando os riscos associados à tentativa de recolocação da cânula em um traqueostoma imaturo, que pode levar a complicações graves.
A recolocação da cânula pode ser tentada com segurança apenas em traqueostomias maduras, geralmente após 7 a 10 dias da cirurgia, quando o trajeto já está bem formado e epitelizado.
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