Dapagliflozina na ICFER: Uso em Pacientes Não Diabéticos
HU-FMJ - Hospital Universitário da Faculdade de Medicina de Jundiaí (SP) — Prova 2025
Enunciado
A administração de dapagliflozina em pacientes com insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida demonstrou redução de hospitalização por descompensação da síndrome, da mortalidade cardiovascular e da mortalidade total. Segundo as recomendações atuais para o uso da dapagliflozina na insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida, assinale a alternativa correta.
Alternativas
A) O benefício da dapagliflozina na insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida está restrito aos pacientes com diabetes tipo 2, pois seu mecanismo de ação é dependente da presença de hiperglicemia.
B) A dapagliflozina pode ser utilizada em pacientes com insuficiência cardíaca e fração de ejeção reduzida, assim como nos pacientes sintomáticos, mesmo em uso de terapia padrão otimizada (IECA, ARAII, betabloqueadores, diuréticos e antagonista do receptor de mineralocorticoides).
C) A dapagliflozina é indicada apenas para pacientes com insuficiência cardíaca e com taxa de filtração glomerular (TFG) maior que 60 mL/min, pois seu uso está contraindicado em qualquer grau de insuficiência renal.
D) A dapagliflozina deve ser descontinuada imediatamente em caso de hipovolemia leve ou hipotensão ortostática, devido ao risco de agravamento da função cardíaca.
E) O mecanismo de ação da dapagliflozina na insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida envolve unicamente a diminuição da glicemia, sem impacto direto na pré‑carga ou na pós‑carga cardíaca.
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