AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2022
Fazem parte do Damage Control Resuscitation no atendimento do politraumatizado, todos os listados a seguir, EXCETO:
DCR no trauma = hipotensão permissiva, restrição de cristaloides, transfusão maciça e ácido tranexâmico.
A ressuscitação de controle de danos (DCR) em politraumatizados visa controlar a hemorragia e a coagulopatia. Isso inclui a hipotensão permissiva (manter PA sistólica entre 80-90 mmHg), restrição de cristaloides, uso precoce de produtos sanguíneos (protocolo de transfusão maciça) e ácido tranexâmico.
A ressuscitação de controle de danos (DCR) é uma estratégia moderna no manejo do paciente politraumatizado com choque hemorrágico grave. Seu objetivo principal é interromper a tríade letal do trauma (acidose, hipotermia e coagulopatia) e controlar o sangramento, estabilizando o paciente para o controle cirúrgico definitivo. Os pilares da DCR incluem a hipotensão permissiva, que visa manter uma pressão arterial sistólica suficiente para perfusão cerebral e coronariana sem exacerbar o sangramento; a restrição de cristaloides, para evitar a diluição dos fatores de coagulação e a piora da acidose e hipotermia; e o uso precoce de produtos sanguíneos em proporções balanceadas, através de protocolos de transfusão maciça. Além disso, o ácido tranexâmico, um antifibrinolítico, é uma intervenção chave na DCR, administrado precocemente para reduzir a mortalidade em pacientes com sangramento significativo. A compreensão e aplicação desses princípios são cruciais para residentes e profissionais que atuam em emergências e terapia intensiva.
Hipotensão permissiva é a estratégia de manter a pressão arterial sistólica em níveis mais baixos (geralmente 80-90 mmHg) em pacientes traumatizados com hemorragia ativa. O objetivo é evitar o aumento da pressão hidrostática que poderia desalojar coágulos e exacerbar o sangramento, antes do controle cirúrgico definitivo.
O ácido tranexâmico deve ser administrado o mais precocemente possível, idealmente dentro de 3 horas após o trauma, em pacientes com sangramento significativo ou risco de sangramento, conforme demonstrado em estudos como o CRASH-2.
Um protocolo de transfusão maciça geralmente envolve a administração rápida de concentrado de hemácias, plasma fresco congelado e plaquetas em proporções balanceadas (ex: 1:1:1 ou 1:1:2), para mimetizar o sangue total e corrigir a coagulopatia induzida pelo trauma e pela ressuscitação.
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