CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2018
Assinale a alternativa correta quanto a dacriorrinostomia transnasal:
DCR transnasal → indicada em obstrução lacrimal baixa com saco dilatado; evita cicatriz cutânea.
A dacriorrinostomia transnasal cria uma comunicação direta entre o saco lacrimal e o meato médio, sendo ideal para obstruções distais ao canalículo comum.
A dacriorrinostomia transnasal representa um avanço significativo na cirurgia oculoplástica, permitindo o tratamento de obstruções lacrimais sem incisões externas. A técnica exige conhecimento profundo da anatomia endoscópica nasal, especialmente da relação entre o processo uncinado, a concha média e o osso lacrimal. Clinicamente, o sucesso do procedimento depende da seleção adequada do paciente. Obstruções canaliculares (altas) não são bem resolvidas com DCR simples, exigindo procedimentos adicionais como a conjuntivodacriorrinostomia. A avaliação pré-operatória com o teste de Mones e, se necessário, dacriocistografia, é fundamental para localizar o sítio obstrutivo e planejar a abordagem cirúrgica correta.
A dacriorrinostomia (DCR) transnasal é indicada principalmente para pacientes com obstrução adquirida do ducto nasolacrimal (obstrução baixa), que apresentam sintomas como epífora persistente e episódios recorrentes de dacriocistite. Uma condição anatômica favorável é a presença de um saco lacrimal dilatado, o que facilita a identificação e a criação do óstio cirúrgico durante o procedimento endoscópico. Além disso, é a via de escolha para pacientes que desejam evitar cicatrizes na face ou que possuem processos inflamatórios cutâneos ativos na região do canto medial que contraindicam a via externa.
Diferente da anatomia natural, onde o ducto nasolacrimal drena para o meato inferior, a dacriorrinostomia (tanto externa quanto transnasal) visa criar uma nova via de drenagem diretamente para o meato médio. Durante a cirurgia transnasal, realiza-se uma osteotomia na parede lateral do nariz, anteriormente à inserção da concha média, expondo a mucosa do saco lacrimal. A abertura e sutura (ou marsupialização) dessa mucosa com a mucosa nasal permite que a lágrima flua do saco lacrimal diretamente para a cavidade nasal, contornando a obstrução distal no ducto.
A colocação de tubos de silicone, como a sonda de Crawford, é uma etapa frequente na dacriorrinostomia para garantir a patência do novo óstio durante o processo de cicatrização. O silicone atua como um molde, impedindo que o tecido de granulação ou sinéquias fechem a abertura criada cirurgicamente. Embora exista o risco de formação de granulomas piogênicos se o tubo causar atrito excessivo na mucosa nasal, seu uso é geralmente recomendado por 3 a 6 meses em casos de reoperações, sacos lacrimais pequenos ou quando há suspeita de cicatrização exuberante, visando aumentar as taxas de sucesso.
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