CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2022
Paciente foi submetida a dacriorrinostomia há 10 dias e evoluiu conforma a foto. Trata-se de:
Prolapso de sonda pós-DCR → reposicionar ou remover via endoscopia nasal para evitar trauma.
O deslocamento da sonda de silicone após dacriorrinostomia é uma intercorrência que exige visualização nasal para manejo seguro, evitando laceração dos pontos lacrimais.
A dacriorrinostomia (DCR) visa criar uma nova via de drenagem entre o saco lacrimal e a cavidade nasal. A intubação com sonda de silicone (Crawford ou similar) é frequentemente utilizada para manter a patência do óstio cirúrgico durante a cicatrização. O prolapso da sonda é uma complicação comum, manifestando-se como uma alça de silicone visível na fenda palpebral. O diagnóstico é clínico, mas a avaliação nasal é mandatória para determinar se a sonda ainda está ancorada ou se houve deiscência completa. O tratamento depende do tempo de pós-operatório: se precoce, tenta-se o reposicionamento; se tardio (após 4-6 semanas), a remoção definitiva pode ser considerada, já que o óstio costuma estar epitelizado.
O prolapso geralmente ocorre devido à fixação inadequada da sonda no interior da cavidade nasal ou por manipulação do paciente (coçar o olho). A sonda se desloca lateralmente, aparecendo no canto medial do olho.
Além do desconforto ocular e risco de infecção, a tensão da sonda sobre os pontos lacrimais pode causar erosão e laceração permanente dos canalículos, comprometendo a função de drenagem futura.
O reposicionamento deve ser feito preferencialmente sob visualização endoscópica nasal. O cirurgião utiliza pinças para tracionar a sonda de volta para a cavidade nasal e, se necessário, refazer a sutura de fixação ou dar um nó mais volumoso.
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