CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2022
Paciente foi submetida a dacriorrinostomia há 10 dias e evoluiu conforme a foto. Trata-se:
Sonda visível no canto medial após DCR = Prolapso da sonda → Reposicionar ou remover via nasal.
O prolapso da sonda de silicone após dacriorrinostomia ocorre quando a alça da sonda se desloca lateralmente; o manejo envolve reposicionamento endoscópico ou remoção.
A dacriorrinostomia (DCR) é o procedimento padrão para o tratamento da obstrução do ducto nasolacrimal. A intubação com sonda de silicone é frequentemente utilizada para manter a patência da nova via de drenagem durante a cicatrização. O prolapso da sonda é uma complicação técnica conhecida que exige intervenção para evitar danos à anatomia canalicular. A abordagem moderna prioriza a via endonasal, que permite não apenas o reposicionamento seguro, mas também a avaliação de possíveis granulomas ou aderências na osteotomia. O tempo de permanência da sonda varia conforme a técnica e a etiologia da obstrução.
O prolapso geralmente ocorre devido à fixação inadequada da sonda no meato médio ou à tensão excessiva na alça superior. Movimentos bruscos do paciente, como espirros fortes ou coçar os olhos, também podem deslocar o nó da sonda para fora da osteotomia.
O paciente nota uma alça de silicone visível no canto interno do olho, que pode causar sensação de corpo estranho, irritação conjuntival, lacrimejamento (epífora) e, em casos graves, erosão dos pontos lacrimais (cheese-wiring).
O reposicionamento deve ser feito preferencialmente sob visualização endoscópica nasal. O cirurgião localiza as extremidades da sonda no nariz e as traciona suavemente para baixo, recolocando a alça na posição correta junto aos pontos lacrimais.
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