Santa Casa de Maceió (AL) — Prova 2023
Sobre os recém-nascidos com dacrioestenose congênita é correto afirmar que:
Dacrioestenose congênita: maioria dos casos resolve espontaneamente até 1 ano de idade.
A dacrioestenose congênita é uma condição comum em recém-nascidos, geralmente causada pela persistência de uma membrana na válvula de Hasner. A boa notícia é que a maioria dos casos se resolve espontaneamente nos primeiros meses de vida, sem necessidade de intervenção invasiva.
A dacrioestenose congênita, ou obstrução congênita do ducto nasolacrimal, é uma condição comum em recém-nascidos, afetando cerca de 6% dos bebês. É causada principalmente pela persistência de uma membrana na válvula de Hasner, localizada na extremidade distal do ducto nasolacrimal. Os sintomas incluem lacrimejamento excessivo (epífora) e secreção ocular, que pode ser mucopurulenta, levando à suspeita de infecção. A importância clínica reside no desconforto que causa e no risco de dacriocistite aguda, uma infecção do saco lacrimal. No entanto, o ponto crucial para residentes é que a grande maioria dos casos (cerca de 90%) resolve-se espontaneamente nos primeiros 6 a 12 meses de vida, à medida que o ducto amadurece e a membrana se rompe. A conduta inicial é conservadora, incluindo higiene ocular e massagem do saco lacrimal (manobra de Crigler), que pode ajudar a desobstruir o ducto. Antibióticos tópicos são reservados para casos de infecção secundária (dacriocistite) e não devem ser usados profilaticamente. Se a obstrução persistir após o primeiro ano de vida, ou em casos de dacriocistites recorrentes, a sondagem do ducto nasolacrimal pode ser indicada como tratamento definitivo.
Os principais sintomas incluem epífora (lacrimejamento excessivo), secreção ocular mucopurulenta e, em casos de infecção secundária, eritema e inchaço na região do saco lacrimal (dacriocistite).
A massagem do saco lacrimal, ou manobra de Crigler, é uma técnica que visa aumentar a pressão hidrostática no ducto nasolacrimal, auxiliando na ruptura da membrana da válvula de Hasner e na desobstrução do ducto.
A sondagem do ducto nasolacrimal é geralmente indicada se a obstrução persistir após os 9 a 12 meses de idade, ou antes, em casos de dacriocistites agudas recorrentes e refratárias ao tratamento conservador.
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