CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2016
Assinale a alternativa correta quanto a complicações cirúrgicas na dacriocistorrinostomia:
DCR → Fístula liquórica é rara, mas ocorre em osteotomias muito altas/posteriores (lesão da placa cribriforme).
A dacriocistorrinostomia (DCR) envolve riscos anatômicos; a fístula liquórica resulta da quebra inadvertida da base do crânio durante a osteotomia agressiva.
A dacriocistorrinostomia (DCR) visa criar uma nova via de drenagem lacrimal entre o saco lacrimal e a cavidade nasal (meato médio). Pode ser realizada por via externa (transcutânea) ou endonasal. A anatomia local é complexa, com proximidade imediata à órbita e à base anterior do crânio. O sucesso da cirurgia depende de uma osteotomia ampla o suficiente para evitar o fechamento cicatricial, mas precisa o bastante para evitar estruturas nobres. O conhecimento da inserção do tendão cantal medial e da anatomia do corneto médio é crucial para evitar complicações como a fístula liquórica e garantir a patência da nova via.
A fístula liquórica é uma complicação rara que ocorre quando a osteotomia (abertura óssea) é realizada de forma excessivamente superior ou posterior, atingindo a placa cribriforme do osso etmoide. Isso causa a ruptura da dura-máter e o extravasamento de líquido cefalorraquidiano pelo nariz.
A hemorragia é a complicação mais frequente, tanto no peroperatório quanto no pós-operatório imediato. Isso se deve à rica vascularização da mucosa nasal e da região do canto medial (artéria angular). O controle rigoroso da hemostasia e o uso de vasoconstritores tópicos são essenciais.
O prolapso da sonda de silicone pelo canto medial ocorre quando a alça se desloca. O manejo correto envolve a reposição da sonda para a cavidade nasal, muitas vezes fixando-a adequadamente ou encurtando a alça, e nunca a tração firme pelos pontos lacrimais, que pode causar laceração canalicular.
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