Dacriocistorrinostomia (DCR): Técnica e Anatomia

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2013

Enunciado

Durante a cirurgia de dacriocistorrinostomia via transcutânea, sem intercorrências, a mucosa do saco lacrimonasal deve ser suturada:

Alternativas

  1. A) Ao periósteo
  2. B) Ao canalículo comum
  3. C) Ao músculo de Horner
  4. D) À mucosa nasal

Pérola Clínica

DCR = Anastomose entre a mucosa do saco lacrimal e a mucosa nasal (meato médio).

Resumo-Chave

A dacriocistorrinostomia cria uma nova via de drenagem lacrimal através de uma ostomia óssea, unindo as mucosas do saco lacrimal e da cavidade nasal.

Contexto Educacional

A dacriocistorrinostomia (DCR) é o tratamento definitivo para a obstrução adquirida do ducto nasolacrimal. A técnica envolve a exposição do saco lacrimal, a realização de uma osteotomia na parede lateral do nariz e a criação de uma fístula permanente. A sutura cuidadosa dos retalhos mucosos (saco lacrimal e mucosa nasal) é o passo crítico para evitar o fechamento cicatricial da ostomia. O uso de intubação bicanalicular com tubos de silicone (Crawford ou similar) pode ser empregado temporariamente para manter a patência durante a cicatrização. Complicações incluem hemorragia nasal, infecção e falha da fístula por fibrose.

Perguntas Frequentes

Qual o objetivo principal da dacriocistorrinostomia?

O objetivo é criar uma via alternativa para a drenagem da lágrima quando há uma obstrução do ducto nasolacrimal (geralmente distal ao saco lacrimal). A cirurgia contorna a obstrução criando uma comunicação direta entre o saco lacrimal e a cavidade nasal (meato médio), eliminando sintomas como epífora (lacrimejamento constante) e prevenindo dacriocistites de repetição.

Como é feita a anastomose na DCR?

Durante a cirurgia, após a osteotomia (abertura de uma janela óssea no osso lacrimal e processo frontal da maxila), o cirurgião incisa longitudinalmente tanto a parede medial do saco lacrimal quanto a mucosa nasal adjacente. Isso cria retalhos (flaps) de mucosa que são suturados entre si (anterior com anterior e, às vezes, posterior com posterior), garantindo a patência da nova via.

Quais as indicações para a via transcutânea vs endoscópica?

A via transcutânea (externa) é o padrão clássico, oferecendo excelente visualização anatômica e altas taxas de sucesso (acima de 90%). A via endoscópica (endonasal) tem ganhado espaço por não deixar cicatriz externa e preservar a bomba lacrimal (músculo orbicular), sendo preferida em casos de dacriocistite aguda ou por preferência estética do paciente, apresentando taxas de sucesso comparáveis.

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