CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2017
A dacriocistocele congênita é definida como:
Dacriocistocele = Obstrução distal (Hasner) + proximal (Rosenmüller) com distensão do saco.
A dacriocistocele congênita resulta de uma obstrução funcional ou anatômica em dois pontos da via lacrimal, levando ao acúmulo de líquido e distensão cística do saco lacrimal ao nascimento.
A dacriocistocele congênita é uma variante rara da obstrução do duto lacrimonasal. Diferente da obstrução simples, que geralmente resolve espontaneamente, a cistocele frequentemente requer intervenção precoce (massagem de Crigler ou sondagem) para evitar complicações infecciosas. Embora o gabarito fornecido mencione uma relação com o seio maxilar, anatomicamente a dacriocistocele é definida pela distensão do saco lacrimal por obstrução bivalvular. O diagnóstico é clínico, mas a ultrassonografia pode confirmar a natureza cística da lesão e descartar encefaloceles frontoetmoidais.
Ela ocorre devido à imperfuração simultânea da porção distal do duto lacrimonasal (Válvula de Hasner) e uma obstrução funcional ou anatômica na porção proximal (Válvula de Rosenmüller ou canalículos), aprisionando muco ou líquido amniótico.
Apresenta-se como uma massa tensa, azulada, localizada logo abaixo do tendão cantal medial, visível logo após o nascimento. Pode haver epífora (lacrimejamento) associada.
O principal risco é a evolução para dacriocistite aguda (infecção do saco lacrimal) ou a formação de celulite pré-septal. Além disso, dacriocistoceles grandes podem causar obstrução nasal e desconforto respiratório em neonatos.
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