Dacriocistite Aguda: Principal Fator de Risco e Patogenia

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2018

Enunciado

O principal fator de risco para dacriocistite aguda é:

Alternativas

  1. A) Obstrução do ducto lacrimonasal.
  2. B) Xeroftalmia grave.
  3. C) Blefarite crônica.
  4. D) Sinusite etmoidal.

Pérola Clínica

Dacriocistite aguda = Obstrução do ducto lacrimonasal + Estase + Infecção bacteriana.

Resumo-Chave

A obstrução do ducto lacrimonasal é o fator predisponente central para a dacriocistite aguda, causando estase lacrimal e proliferação de patógenos.

Contexto Educacional

A dacriocistite aguda é uma urgência oftalmológica comum, mais frequente em mulheres acima dos 40 anos devido à anatomia mais estreita do canal lacrimal. A obstrução pode ser idiopática (doença de Primary Acquired Nasolacrimal Duct Obstruction - PANDO) ou secundária a traumas, dacriolitos ou neoplasias. O reconhecimento precoce da obstrução do ducto lacrimonasal como causa base é vital para o direcionamento terapêutico correto e prevenção de complicações orbitárias.

Perguntas Frequentes

Qual a fisiopatologia da dacriocistite aguda?

A dacriocistite aguda ocorre quase invariavelmente devido à obstrução do ducto lacrimonasal (ODLN). Essa obstrução impede a drenagem normal da lágrima do saco lacrimal para o meato inferior do nariz. A estase lacrimal resultante dentro do saco lacrimal cria um ambiente propício para a proliferação de bactérias da flora conjuntival e nasal, como Staphylococcus aureus e espécies de Streptococcus, levando à inflamação aguda, dor, edema e formação de abscesso na região do canto interno.

Quais são os sinais clínicos clássicos da dacriocistite aguda?

Os pacientes apresentam dor súbita, eritema e edema tenso sobre a área do saco lacrimal (abaixo do ligamento palpebral medial). É comum haver epífora (lacrimejamento excessivo) e, à expressão do saco, pode haver refluxo de material purulento pelos pontos lacrimais, embora a dor intensa muitas vezes impeça essa manobra. Em casos graves, pode evoluir para celulite pré-septal ou formação de fístula cutânea.

Como é o manejo inicial e definitivo da dacriocistite aguda?

O manejo inicial foca no controle da infecção com antibióticos sistêmicos (geralmente cefalosporinas de 1ª geração ou amoxicilina com clavulanato) e compressas mornas. Se houver abscesso flutuante, a drenagem cirúrgica pode ser necessária. No entanto, o tratamento definitivo exige a resolução da obstrução do ducto lacrimonasal, geralmente através de uma dacriocistorrinostomia (DCR), realizada após a resolução do quadro inflamatório agudo para evitar recorrências.

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