CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2011
No caso abaixo indica-se inicialmente:
Dacriocistite aguda → Antibiótico sistêmico imediato; contraindicado sondar ou irrigar na fase aguda.
O tratamento inicial da dacriocistite aguda foca no controle da infecção bacteriana (geralmente Gram-positivos) com antibióticos sistêmicos para evitar celulite orbitária.
A dacriocistite aguda é uma inflamação do saco lacrimal secundária à obstrução do ducto nasolacrimal. O quadro clínico clássico envolve dor, edema, eritema e calor na região do canto interno do olho, frequentemente com epífora e saída de secreção purulenta pelo ponto lacrimal ao comprimir a área. O tratamento de primeira linha consiste em antibioticoterapia sistêmica (ex: cefalexina ou amoxicilina com clavulanato) visando Gram-positivos. Compressas mornas podem auxiliar na drenagem espontânea. Se houver abscesso flutuante, a drenagem percutânea pode ser necessária. O manejo definitivo da obstrução causal é cirúrgico e deve ser planejado após o controle da infecção.
Os patógenos mais comuns são bactérias Gram-positivas, como Staphylococcus aureus e espécies de Streptococcus. Em casos crônicos ou em populações específicas, Gram-negativos como Haemophilus influenzae também podem estar presentes.
A irrigação sob pressão em um saco lacrimal infectado e inflamado pode causar a ruptura da parede do saco, levando à disseminação de microrganismos e material purulento para o espaço pré-septal ou orbitário, resultando em celulite.
A DCR é o tratamento definitivo para a obstrução do ducto nasolacrimal, mas deve ser realizada preferencialmente após a resolução do quadro infeccioso agudo (fase fria), para garantir melhores taxas de sucesso e menor risco de complicações hemorrágicas.
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