CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2015
O tratamento da dacriocistite aguda, baseado em dados epidemiológicos e observação clínica, deve ser direcionado para:
Dacriocistite aguda → Etiologia predominante por Gram-positivos aeróbicos (S. aureus e Streptococcus).
O tratamento empírico da dacriocistite aguda deve focar em cocos Gram-positivos, que são os patógenos mais frequentemente isolados em quadros agudos de obstrução lacrimal.
A dacriocistite aguda é a inflamação e infecção do saco lacrimal, geralmente secundária à obstrução do ducto nasolacrimal. A estase da lágrima predispõe à proliferação bacteriana. Estudos epidemiológicos demonstram que a flora predominante nesses casos é composta por organismos Gram-positivos aeróbicos, como Staphylococcus aureus, Staphylococcus epidermidis e espécies de Streptococcus. Embora Gram-negativos possam estar presentes em casos crônicos ou em pacientes imunossuprimidos, a conduta inicial em quadros agudos comunitários deve priorizar a cobertura contra Gram-positivos. O tratamento inadequado pode levar a complicações graves como celulite orbitária e abscesso de face.
As bactérias Gram-positivas aeróbicas são as mais prevalentes, com destaque para o Staphylococcus aureus e o Streptococcus pneumoniae.
O diagnóstico é eminentemente clínico, caracterizado por dor, edema, calor e rubor na região do saco lacrimal (canto interno do olho), muitas vezes com saída de secreção purulenta pelo ponto lacrimal ao pressionar.
O tratamento envolve antibioticoterapia sistêmica com cobertura para Gram-positivos, compressas mornas e, após a resolução do quadro agudo, avaliação para dacriocistorrinostomia (DCR).
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