ENARE/ENAMED — Prova 2026
Recém-nascido de 15 dias, a termo, Apgar 8/9, peso e comprimento ao nascer de 2.600 g e 46 cm, respectivamente, com síndrome de Down, e cuja gestação não apresentou outras intercorrências. Está na consulta de puericultura com peso e comprimento atuais de 2.900 g e 47 cm, respectivamente. Para o acompanhamento pôndero-estatural, os dados devem ser plotados nas
Síndrome de Down → Acompanhamento pôndero-estatural = Curvas de crescimento específicas desde o nascimento.
Para o acompanhamento pôndero-estatural de crianças com Síndrome de Down, é fundamental utilizar curvas de crescimento específicas para essa condição, pois as curvas da OMS não refletem adequadamente o padrão de crescimento desses indivíduos, que apresentam características distintas de peso e altura.
O acompanhamento do crescimento e desenvolvimento é um pilar fundamental da puericultura. Em crianças com condições genéticas como a Síndrome de Down (Trissomia do Cromossomo 21), a avaliação pôndero-estatural exige ferramentas específicas. As curvas de crescimento da Organização Mundial da Saúde (OMS) são amplamente utilizadas para a população geral, mas não refletem o padrão de crescimento peculiar de indivíduos com Síndrome de Down. Crianças com Síndrome de Down apresentam características físicas e metabólicas que influenciam seu crescimento, como hipotonia, menor estatura final e tendência à obesidade em fases posteriores. Por isso, foram desenvolvidas curvas de crescimento específicas, que consideram essas particularidades e permitem uma avaliação mais precisa do estado nutricional e do desenvolvimento, auxiliando na identificação precoce de desvios e na intervenção adequada. A utilização dessas curvas específicas desde o nascimento é crucial para evitar interpretações errôneas, como a classificação indevida de uma criança com Síndrome de Down como desnutrida ou com sobrepeso, quando na verdade está seguindo um padrão de crescimento esperado para sua condição. Isso garante um cuidado pediátrico mais assertivo e individualizado.
As crianças com Síndrome de Down possuem um padrão de crescimento distinto, com menor peso e altura médios, que não é adequadamente representado pelas curvas da OMS, desenvolvidas para a população geral.
As curvas de crescimento específicas para Síndrome de Down devem ser utilizadas desde o nascimento, garantindo um acompanhamento preciso do desenvolvimento.
Crianças com Síndrome de Down tendem a ter menor peso e comprimento ao nascer, e um ritmo de crescimento mais lento, especialmente na primeira infância e adolescência.
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