HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2025
Pré-escolar, sexo masculino, com 3 anos e sete meses de idade, procura a Unidade Básica de Saúde para a realização de uma consulta pediátrica de rotina. Durante a antropometria, verifica-se, pela interpretação da atual curva de crescimento de referência, peso para idade no escore-z: +2,60, estatura para idade no escore-z: –0,70 e índice de massa corporal no escore-z: +2,08. A partir dos dados observados, a conduta médica correta para dar prosseguimento ao cuidado com a criança é
Pré-escolar com IMC z-score +2.08 (sobrepeso) e estatura z-score -0.70 (adequada) → Orientação de estilo de vida.
A interpretação correta das curvas de crescimento é fundamental. Um IMC entre +2 e +3 escore-z indica sobrepeso, enquanto a estatura entre -2 e +2 escore-z é considerada adequada. Nesses casos, a conduta inicial é a orientação sobre hábitos de vida saudáveis, sem restrições dietéticas severas ou encaminhamentos desnecessários, focando na prevenção da obesidade.
A avaliação antropométrica é um pilar da consulta pediátrica de rotina, permitindo o monitoramento do crescimento e desenvolvimento infantil. O uso das curvas de crescimento da Organização Mundial da Saúde (OMS) e a interpretação dos escores-z são ferramentas essenciais para identificar desvios, como o sobrepeso e a obesidade, que têm se tornado uma epidemia global com sérias implicações para a saúde a longo prazo. A identificação precoce e a intervenção adequada são cruciais para prevenir complicações futuras. A fisiopatologia do sobrepeso e da obesidade infantil é multifatorial, envolvendo fatores genéticos, ambientais, sociais e comportamentais. O diagnóstico é feito pela plotagem das medidas de peso, estatura e IMC nas curvas de crescimento específicas para idade e sexo. Um escore-z de IMC entre +2 e +3 indica sobrepeso, enquanto acima de +3 indica obesidade. É importante diferenciar esses estados para guiar a conduta. A estatura adequada, como no caso, sugere que o problema é primariamente nutricional e não uma condição endócrina subjacente. O tratamento inicial do sobrepeso em pré-escolares foca na modificação do estilo de vida. Isso inclui a promoção de uma alimentação balanceada, com redução de alimentos ultraprocessados e açucarados, e o incentivo à atividade física regular. A abordagem deve ser familiar, envolvendo os pais e cuidadores na mudança de hábitos. O acompanhamento longitudinal na Atenção Primária à Saúde é fundamental para monitorar a evolução e reforçar as orientações, evitando a progressão para a obesidade e suas comorbidades.
Os escores-z indicam o desvio padrão da medida da criança em relação à média da população de referência. Para peso e estatura, valores entre -2 e +2 são considerados adequados. Para o IMC, entre +1 e +2 é risco de sobrepeso, entre +2 e +3 é sobrepeso, e acima de +3 é obesidade.
A conduta inicial é a orientação sobre estilo de vida, focando em hábitos alimentares saudáveis e aumento da atividade física. Não se recomenda restrição calórica severa em crianças pequenas, mas sim a reeducação alimentar de toda a família e o incentivo a brincadeiras ativas.
O encaminhamento para endocrinopediatra ou nutricionista é indicado em casos de obesidade (IMC > +3 escore-z), presença de comorbidades relacionadas ao peso, falha na resposta às intervenções na atenção primária, ou suspeita de causas secundárias para o ganho de peso.
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