PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2025
Paciente de 28 anos de idade, com diagnóstico de tuberculose pulmonar em tratamento com esquema RIPE (2 meses de rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol e está no final do 4º mês de rifampicina, isoniazida). O teste rápido molecular para tuberculose, ao diagnóstico, mostrou a presença de DNA de Mycobacterium tuberculosis e a ausência de gene de resistência à rifampicina. A pesquisa de BAAR no escarro do 6º mês de tratamento está negativa. Ao exame físico MV rude no terço súpero-posterior do hemitórax direito. Ausência de outros achados pertinentes ao exame físico. As imagens da radiografia de tórax do 6º mês de tratamento são apresentadas a seguir: Diante do quadro clínico e da imagem, qual é, no momento, a conduta médica?
Tratamento completo + BAAR negativo = Alta por cura, mesmo com imagem residual (sequela).
A cura da tuberculose é definida pela conclusão do esquema terapêutico e negativação bacteriológica; alterações radiológicas residuais são comuns e não indicam doença ativa.
O tratamento da tuberculose no Brasil utiliza o esquema RIPE (Rifampicina, Isoniazida, Pirazinamida e Etambutol). O acompanhamento é mensal com baciloscopia de controle. É fundamental educar o paciente que a melhora dos sintomas ocorre cedo, mas a interrupção precoce leva à recidiva e resistência bacteriana.
A cura é definida pela conclusão do tratamento (geralmente 6 meses para casos novos) associada a pelo menos duas baciloscopias negativas, sendo uma delas obrigatoriamente no último mês de tratamento. Em pacientes que não conseguem expectorar, a cura é baseada na adesão completa ao esquema e na melhora clínica e radiológica (embora a imagem possa não normalizar totalmente).
Imagens cavitárias residuais são sequelas estruturais frequentes da tuberculose. Se o paciente completou o tratamento e tem baciloscopia negativa, essas imagens não indicam persistência do bacilo. No entanto, essas cavidades podem ser colonizadas por fungos (como o Aspergillus, formando o aspergiloma) ou causar bronquiectasias, exigindo acompanhamento pneumológico.
A suspeita de resistência ocorre quando há persistência da positividade da baciloscopia no 2º ou 3º mês de tratamento, ou quando o paciente volta a ter baciloscopia positiva após negativação prévia. Nesses casos, deve-se solicitar cultura com teste de sensibilidade e o Teste Rápido Molecular (TRM-TB) para avaliar resistência à rifampicina.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo