Faringoamigdalite Estreptocócica: Diagnóstico Padrão Ouro

HSC - Hospital Samaritano Campinas (SP) — Prova 2023

Enunciado

Paciente masculino de 15 anos, procura a UPA relatando dor de garganta e febre de 39°C há dois dias. À oroscopia, nota-se tonsilas palatinas aumentadas, com exsudato purulento bilateral e hiperemia difusa da orofaringe. Em relação à investigação do quadro apresentado, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Velocidade de hemossedimentação (VHS) e dosagem da proteína C reativa (PCR) são o padrão ouro para diferenciar entre infecção viral e bacteriana.
  2. B) Realizar dosagem de antiestreptolisina O (ASLO) nesta fase clínica permite evidenciar a presença da bactéria e direcionar o tratamento.
  3. C) A cultura de material obtido da orofaringe é o padrão ouro para a confirmação de infecção por Streptococcus pyogenes.
  4. D) Um resultado negativo ao realizar um teste rápido de ELISA confirma diagnóstico de mononucleose.

Pérola Clínica

Faringoamigdalite estreptocócica → Cultura de orofaringe = padrão ouro diagnóstico.

Resumo-Chave

A cultura de orofaringe é o método mais sensível e específico para confirmar a presença de Streptococcus pyogenes, essencial para o diagnóstico preciso e prevenção de complicações como febre reumática e glomerulonefrite pós-estreptocócica. Testes rápidos são úteis, mas a cultura é confirmatória.

Contexto Educacional

A faringoamigdalite estreptocócica, causada pelo Streptococcus pyogenes (Estreptococo beta-hemolítico do grupo A - EBHGA), é uma infecção comum, especialmente em crianças e adolescentes. Sua importância clínica reside na capacidade de causar complicações sérias se não for diagnosticada e tratada corretamente, como a febre reumática aguda e a glomerulonefrite pós-estreptocócica. É crucial para residentes reconhecerem o quadro clínico e a abordagem diagnóstica. O diagnóstico diferencial entre faringite viral e bacteriana é um desafio na prática clínica. Embora escores clínicos como o de Centor modificado possam auxiliar na suspeita, a confirmação etiológica é essencial. A cultura de material obtido da orofaringe é o padrão ouro devido à sua alta sensibilidade e especificidade. Testes rápidos para detecção de antígenos estreptocócicos são úteis para triagem, mas um resultado negativo em casos de alta suspeita clínica deve ser confirmado por cultura. O tratamento da faringoamigdalite estreptocócica é feito com antibióticos, geralmente penicilina, para erradicar a bactéria e prevenir as complicações. A dosagem de antiestreptolisina O (ASLO) não é útil na fase aguda para direcionar o tratamento, pois seus níveis sobem semanas após a infecção. A compreensão da acurácia dos métodos diagnósticos é vital para evitar o uso desnecessário de antibióticos e garantir a prevenção de sequelas graves.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas da faringoamigdalite estreptocócica?

Os sinais e sintomas incluem dor de garganta súbita, febre alta, exsudato purulento nas tonsilas, linfonodos cervicais aumentados e dolorosos, e ausência de tosse.

Por que a cultura de orofaringe é considerada o padrão ouro?

A cultura de orofaringe possui alta sensibilidade e especificidade para identificar o Streptococcus pyogenes, sendo crucial para um diagnóstico preciso e para guiar o tratamento adequado, prevenindo complicações.

Qual a importância do diagnóstico precoce da faringoamigdalite estreptocócica?

O diagnóstico precoce e o tratamento adequado com antibióticos são fundamentais para prevenir complicações graves não supurativas, como a febre reumática aguda e a glomerulonefrite pós-estreptocócica.

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