AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2025
Paciente feminina, 58 anos, interna eletivamente para realização de gastrectomia parcial por adenocarcinoma de antro gástrico. De história pregressa relata hipertensão arterial e dislipidemia. Sobre as considerações pré-operatórias e protocolos de cuidados para esta paciente, analise as assertivas abaixo: I. O procedimento realizado pode ser classificado como limpo-contaminado, desde que não seja encontrada nenhuma evidência de infecção ou grande ruptura na técnica. II. A profilaxia antibiótica para esta paciente pode ser realizada com a utilização de Cefazolina e não necessita da administração no pós-operatório. III. Cuidados com a termorregulação desta paciente devem ser realizados, pois a anestesia geral reduz o limiar de resposta ao frio do corpo e a exposição da cavidade abdominal contribui significativamente para a perda de calor. IV. Deve ser realizada a preparação antisséptica da pele no pré-operatório para esta paciente, pois reduz o número de microrganismos transitórios e comensais, diminuindo a incidência de infecção de sítio cirúrgico. Estão corretas as assertivas:
Cirurgia TGI alta = Limpo-contaminada + Cefazolina (indução) + Normotermia.
O sucesso perioperatório em gastrectomias exige profilaxia antibiótica na indução, manutenção da normotermia para reduzir infecções e antissepsia rigorosa da pele.
A preparação pré-operatória moderna é fundamentada em evidências que visam reduzir a morbidade. A profilaxia antibiótica com Cefazolina (uma cefalosporina de 1ª geração) é eficaz contra a flora cutânea e do trato digestivo alto. A administração deve ocorrer até 60 minutos antes da incisão para garantir o nível sérico terapêutico no momento do corte. Além disso, a manutenção da normotermia através de mantas térmicas e aquecimento de fluidos é um pilar da segurança cirúrgica. A classificação das cirurgias em limpas, limpo-contaminadas, contaminadas ou infectadas orienta não apenas a escolha do antibiótico, mas também a vigilância pós-operatória para complicações infecciosas.
Porque envolve a abertura do trato alimentar (estômago) sob condições controladas e sem contaminação incomum, onde há uma flora bacteriana residente, mas sem processo infeccioso ativo.
A anestesia geral inibe os centros termorreguladores e a exposição da cavidade abdominal causa perda de calor. A hipotermia perioperatória aumenta o risco de infecção do sítio cirúrgico, sangramento e eventos cardíacos.
Deve ser realizada com soluções alcoólicas de clorexidina ou povidona-iodo (PVPI), visando reduzir a carga de microrganismos da pele do paciente, que é a principal fonte de patógenos para infecção do sítio cirúrgico.
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