HE Jayme Neves - Hospital Escola Jayme dos Santos Neves (ES) — Prova 2025
Em relação aos cuidados pós-PCR em pediatria, assinale a alternativa correta
Cuidados pós-PCR em pediatria = foco em minimizar lesão secundária → otimizar ventilação/oxigenação, manter perfusão e tratar disfunções orgânicas múltiplas.
A síndrome pós-parada cardíaca é uma condição complexa que envolve lesão cerebral, disfunção miocárdica e resposta inflamatória sistêmica. O manejo proativo e a otimização de múltiplos sistemas (neurológico, cardiovascular, renal) são cruciais para melhorar o prognóstico.
Os cuidados pós-parada cardiorrespiratória (PCR) em pediatria são uma fase crítica que se inicia com o retorno da circulação espontânea (ROSC) e visa mitigar a lesão secundária, principal determinante da morbimortalidade. Esta fase é caracterizada pela síndrome pós-PCR, que engloba lesão cerebral, disfunção miocárdica, resposta de isquemia-reperfusão e a persistência da causa base da parada. A abordagem deve ser sistemática e multifacetada. O manejo neurológico é prioritário, pois a lesão cerebral anóxica é a principal causa de morte. Isso inclui o Controle Direcionado de Temperatura (prevenção e tratamento agressivo da febre), manutenção da normoglicemia, controle da pressão arterial para garantir perfusão cerebral adequada e monitoramento e tratamento de convulsões. O suporte ventilatório deve visar a normóxia e a normocapnia, evitando os danos da hipóxia e da hiperóxia. O suporte hemodinâmico é outro pilar, focado em tratar a disfunção miocárdica pós-PCR. O objetivo é manter a perfusão orgânica adequada, utilizando fluidos, vasopressores e inotrópicos guiados por monitoramento invasivo e ecocardiografia. A identificação e o tratamento precoce de disfunções em outros sistemas, como a injúria renal aguda e distúrbios hidroeletrolíticos, são fundamentais para um desfecho favorável.
A síndrome inclui quatro componentes principais: lesão cerebral anóxica, disfunção miocárdica pós-parada ('miocárdio atordoado'), resposta sistêmica de isquemia/reperfusão (semelhante à sepse) e a patologia precipitante persistente que levou à parada.
A conduta inclui manter oxigenação e ventilação adequadas (evitando hipóxia e hipercapnia), manter a normoglicemia, tratar febre agressivamente (Controle Direcionado de Temperatura), e identificar e tratar convulsões clínicas ou subclínicas com monitoramento por EEG.
O manejo envolve a otimização da pré-carga com fluidos, uso de agentes inotrópicos e vasopressores (como epinefrina ou milrinona) para melhorar a contratilidade e manter a pressão arterial adequada, e monitoramento contínuo com ecocardiograma para avaliar a função cardíaca.
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