HSL Copacabana - Hospital São Lucas Copacabana (RJ) — Prova 2020
Sobre os cuidados pós-parada cardíaca em grávidas, é CORRETO afirmar:
Hipotermia terapêutica (32-34°C) é recomendada para gestantes comatosas pós-PCR, visando neuroproteção.
A hipotermia terapêutica é uma intervenção neuroprotetora crucial para pacientes comatosos após parada cardíaca, incluindo gestantes. As diretrizes atuais apoiam seu uso, com monitoramento cuidadoso da temperatura e duração para otimizar os resultados maternos e fetais.
Os cuidados pós-parada cardíaca em gestantes são complexos e visam otimizar a recuperação materna e fetal após um evento de parada cardiorrespiratória. A abordagem deve seguir as diretrizes de reanimação cardiopulmonar avançada, com adaptações para a gestante, como o deslocamento uterino lateral esquerdo para aliviar a compressão da veia cava inferior e aorta. A rápida identificação e tratamento da causa subjacente são cruciais. Entre os cuidados pós-parada, a hipotermia terapêutica é uma intervenção neuroprotetora fundamental para gestantes comatosas. Recomenda-se manter a temperatura corporal entre 32-36°C por pelo menos 24 horas, com evidências crescentes de segurança e benefício para a mãe e o feto. Outros pilares incluem o controle hemodinâmico para manter a perfusão de órgãos vitais (PAM > 65 mmHg), o manejo respiratório para normocapnia e o controle glicêmico. É importante estar ciente das causas específicas de parada cardíaca na gravidez, como embolia de líquido amniótico, embolia pulmonar, hemorragia maciça, pré-eclâmpsia/eclâmpsia e dissecção aórtica. A equipe multidisciplinar deve estar preparada para o manejo intensivo, incluindo a possibilidade de cesariana perimortem se a reanimação não for bem-sucedida em 4-5 minutos, para melhorar as chances de sobrevivência fetal e, em alguns casos, materna.
As causas mais comuns incluem embolia (pulmonar, líquido amniótico), hemorragia, pré-eclâmpsia/eclâmpsia, sepse, cardiomiopatia periparto, dissecção aórtica e infarto agudo do miocárdio.
A hipotermia terapêutica é neuroprotetora, reduzindo o metabolismo cerebral e o dano isquêmico-reperfusão. É recomendada para gestantes comatosas pós-PCR para melhorar o desfecho neurológico materno, com segurança fetal demonstrada.
A ventilação deve visar normocapnia (PaCO2 35-45 mmHg) para evitar vasoconstrição cerebral. A pressão arterial deve ser mantida para garantir perfusão cerebral e de órgãos vitais, geralmente com PAM > 65 mmHg ou PAS > 90 mmHg.
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