HNMD - Hospital Naval Marcílio Dias (RJ) — Prova 2025
No manejo agudo pós-parada cardíaca recomenda-se:
Pós-PCR: manter PAS > 90 mmHg ou PAM > 65 mmHg para otimizar perfusão.
No manejo pós-parada cardíaca, a manutenção de uma pressão arterial adequada é vital para garantir a perfusão cerebral e de outros órgãos. As diretrizes recomendam manter a pressão arterial sistólica acima de 90 mmHg ou a pressão arterial média acima de 65 mmHg.
O manejo pós-parada cardíaca é uma fase crítica que se inicia após o retorno da circulação espontânea (RCE) e visa otimizar a função orgânica, prevenir lesões secundárias e melhorar o prognóstico neurológico. A síndrome pós-parada cardíaca é complexa, envolvendo lesão cerebral pós-anóxica, disfunção miocárdica e resposta inflamatória sistêmica. A manutenção de uma hemodinâmica estável é primordial. As diretrizes atuais recomendam a manutenção da pressão arterial sistólica (PAS) acima de 90 mmHg ou da pressão arterial média (PAM) acima de 65 mmHg, utilizando fluidos e vasopressores conforme necessário. A hipoxemia e a hipercapnia devem ser evitadas, e a ventilação deve ser ajustada para otimizar a oxigenação e a ventilação. Outros pilares do tratamento incluem a terapia alvo de temperatura (TAT), que geralmente visa uma temperatura entre 32°C e 36°C para pacientes comatosos, e o controle glicêmico rigoroso. A identificação e tratamento da causa subjacente da parada cardíaca são essenciais para prevenir recorrências e melhorar os resultados a longo prazo.
Manter a pressão arterial sistólica > 90 mmHg ou a pressão arterial média > 65 mmHg é crucial para garantir a perfusão cerebral e de outros órgãos vitais, minimizando a lesão isquêmica secundária e melhorando o prognóstico neurológico.
Os principais componentes incluem otimização hemodinâmica e ventilatória, terapia alvo de temperatura (TAT), controle glicêmico, manejo de convulsões e avaliação e tratamento da causa da parada.
A terapia alvo de temperatura (TAT), que inclui hipotermia leve (32-36°C) ou normotermia controlada, é recomendada para pacientes que permanecem comatosos após o retorno da circulação espontânea, mas a temperatura-alvo < 32°C não é uma recomendação geral.
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