UFRN/EMCM - Escola Multicampi de Ciências Médicas (RN) — Prova 2021
Com relação aos cuidados no pós-operatório, marque a alternativa INCORRETA:
Reintrodução da dieta pós-op: flatos são sinal mais fidedigno de retorno do peristaltismo que evacuações.
A reintrodução da dieta no pós-operatório não deve aguardar a presença de evacuações, pois a eliminação de flatos é um sinal mais precoce e específico do retorno da motilidade intestinal e da resolução do íleo adinâmico. Aguardar evacuações pode atrasar desnecessariamente a nutrição do paciente.
Os cuidados no pós-operatório são cruciais para a recuperação do paciente e prevenção de complicações, sendo um tema de grande relevância na prática médica e em provas de residência. A compreensão das condutas adequadas, desde o manejo da dor até a reintrodução da dieta, impacta diretamente o prognóstico e a qualidade de vida do paciente cirúrgico. A atenção a detalhes como a classificação da cirurgia e os sinais de retorno da função intestinal são fundamentais para uma abordagem eficaz. Em cirurgias classificadas como infectadas, a antibioticoterapia terapêutica é indicada para combater a infecção existente, diferentemente da profilaxia em cirurgias limpas ou potencialmente contaminadas. A analgesia é um pilar do pós-operatório, pois o controle da dor não apenas melhora o conforto do paciente, mas também modula a Resposta Endócrina, Metabólica e Imunológica ao Trauma (REMIT), que pode levar a complicações se não for bem manejada. A febre no primeiro dia pós-operatório frequentemente está associada à atelectasia, uma complicação pulmonar comum devido à hipoventilação e acúmulo de secreções. Um ponto de atenção importante é a reintrodução da dieta. Contrariamente ao que muitos pensam, a presença de evacuações não é o sinal mais precoce do retorno do peristaltismo. A eliminação de flatos é o indicador mais fidedigno de que o íleo adinâmico está se resolvendo e que a dieta oral pode ser reiniciada com segurança. A reintrodução precoce da dieta, quando clinicamente apropriada, pode acelerar a recuperação intestinal e reduzir o tempo de internação, sendo um conceito chave para residentes e estudantes de medicina.
O sinal mais fidedigno do retorno do peristaltismo e da resolução do íleo adinâmico pós-operatório é a eliminação de flatos. A presença de evacuações é um sinal posterior e menos precoce, e aguardar por elas pode atrasar a reintrodução da dieta.
A analgesia é crucial no pós-operatório para controlar a dor, que pode exacerbar a Resposta Endócrina, Metabólica e Imunológica ao Trauma (REMIT). Um bom controle da dor melhora o conforto do paciente, facilita a mobilização precoce e reduz complicações.
No primeiro dia de pós-operatório, a causa mais comum de febre é a atelectasia pulmonar, devido à hipoventilação e acúmulo de secreções. Outras causas incluem reações inflamatórias à cirurgia e, menos frequentemente, infecções precoces.
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