Cuidados Perioperatórios em Idosos e Pacientes Especiais

Santa Casa de Rondonópolis (MT) — Prova 2023

Enunciado

Em relação aos cuidados perioperatórios que devem ser dispensados aos pacientes especiais, assinale a alternativa CORRETA:

Alternativas

  1. A) O uso de betabloqueadores deve ser interrompido no período pré-operatório por estar associado a uma maior ocorrência de taquicardia e infarto agudo do miocárdio
  2. B) De um modo geral, em idosos sem comorbidades, a conduta cirúrgica não deve ser modificada baseando-se apenas no fator idade
  3. C) No obeso, as técnicas laparoscópicas proporcionam maior incidência de atelectasias no período pósoperatório do que na cirurgia aberta, devido ao pneumoperitônio
  4. D) O segundo trimestre de gestação é o período menos seguro para a realização de operações em grávidas

Pérola Clínica

Idade isolada NÃO é contraindicação cirúrgica; avaliar comorbidades e estado funcional.

Resumo-Chave

A idade avançada por si só não deve ser o único fator determinante para modificar a conduta cirúrgica. A avaliação do paciente idoso deve focar no estado funcional, nas comorbidades, na reserva fisiológica e na capacidade de recuperação, e não apenas na idade cronológica.

Contexto Educacional

Os cuidados perioperatórios em pacientes especiais, como idosos, gestantes e obesos, exigem uma avaliação cuidadosa e adaptações específicas para otimizar os resultados e minimizar os riscos. A idade avançada, por exemplo, não deve ser um fator isolado para modificar a conduta cirúrgica. Em idosos sem comorbidades significativas e com bom estado funcional, a cirurgia pode ser realizada com segurança, focando na avaliação da reserva fisiológica e na capacidade de recuperação, e não apenas na idade cronológica. Em relação a medicamentos, a manutenção de betabloqueadores no período perioperatório é geralmente recomendada para pacientes em uso crônico, pois a suspensão abrupta pode precipitar eventos cardíacos adversos. Para gestantes, o segundo trimestre é considerado o período mais seguro para cirurgias não obstétricas, minimizando riscos para o feto e a mãe. Pacientes obesos apresentam desafios como maior incidência de atelectasias no pós-operatório, independentemente da técnica cirúrgica (aberta ou laparoscópica), devido à restrição pulmonar e à dificuldade de ventilação. A compreensão dessas particularidades é crucial para o residente, permitindo um planejamento cirúrgico adequado e a implementação de estratégias para reduzir complicações e melhorar o prognóstico desses grupos de pacientes.

Perguntas Frequentes

Qual o principal fator a ser considerado na avaliação pré-operatória de idosos?

O principal fator é o estado funcional e a presença de comorbidades, e não a idade cronológica isoladamente. A reserva fisiológica e a capacidade de recuperação são mais relevantes para determinar o risco cirúrgico.

Betabloqueadores devem ser suspensos no pré-operatório?

Não, geralmente betabloqueadores devem ser mantidos no período perioperatório em pacientes que já os utilizam cronicamente, especialmente aqueles com doença coronariana, pois a interrupção abrupta pode levar a eventos cardíacos adversos como taquicardia e isquemia.

Qual o período mais seguro para cirurgia em gestantes?

O segundo trimestre de gestação é considerado o período mais seguro para a realização de cirurgias não obstétricas, pois o risco de teratogenicidade é menor do que no primeiro trimestre e o risco de parto prematuro é menor do que no terceiro trimestre.

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