FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2024
Paciente feminina, 62 anos, portadora de Doença pulmonar obstrutiva crônica de diagnóstico recente, apresentando boa resposta ao tratamento convencional otimizado, sem exacerbações e sem história de internação relacionada a doença. Apresentando capacidade laboral preservada (trabalha como faxineira) PPS: 90%. Esta paciente tem indicação de Abordagem Paliativa de Cuidados?
Cuidados paliativos em DPOC devem ser iniciados precocemente, focando em suporte psicossocial, planejamento de cuidados e qualidade de vida, independentemente da funcionalidade atual.
A abordagem paliativa não se limita à fase terminal da doença, mas deve ser integrada precocemente no curso de doenças crônicas progressivas como a DPOC. Mesmo com boa funcionalidade, o paciente se beneficia de suporte psicossocial, esclarecimentos sobre a doença e estabelecimento de diretivas antecipadas de vontade, visando melhor qualidade de vida e autonomia.
Os cuidados paliativos são uma abordagem que visa melhorar a qualidade de vida de pacientes e suas famílias que enfrentam problemas associados a doenças que ameaçam a vida. Na Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), uma doença crônica e progressiva, a integração dos cuidados paliativos deve ocorrer precocemente, e não apenas na fase final, para abordar as necessidades físicas, psicossociais e espirituais do paciente. A DPOC é caracterizada por limitação persistente do fluxo aéreo, geralmente progressiva e associada a uma resposta inflamatória crônica das vias aéreas e do pulmão a partículas ou gases nocivos. Mesmo em pacientes com boa resposta ao tratamento convencional e funcionalidade preservada (PPS 90%), a natureza progressiva da doença justifica a discussão sobre o futuro e o planejamento de cuidados. A abordagem paliativa precoce permite que o paciente receba acolhimento psicossocial, emocional, esclarecimentos sobre a progressão da doença e, crucialmente, estabeleça suas Diretivas Antecipadas de Vontade (DAV). Isso garante autonomia, respeito às suas escolhas e melhor manejo de sintomas futuros, otimizando a qualidade de vida ao longo de todo o curso da doença, e não apenas no final.
Os cuidados paliativos devem ser iniciados precocemente no curso da DPOC, idealmente no momento do diagnóstico de uma doença crônica progressiva, para abordar as necessidades holísticas do paciente e planejar o futuro.
Os objetivos incluem o alívio do sofrimento físico e psicossocial, a melhoria da qualidade de vida, o suporte à família, a comunicação efetiva sobre o prognóstico e o auxílio no planejamento de cuidados avançados, como as Diretivas Antecipadas de Vontade.
Diretivas Antecipadas de Vontade são documentos legais que expressam os desejos do paciente sobre tratamentos futuros, caso ele não possa se comunicar. São importantes para garantir a autonomia do paciente e orientar as decisões médicas em momentos de incapacidade.
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