Santa Casa de Araçatuba (SP) — Prova 2021
Levando em consideração o estágio da doença ajustada às expectativas e aos valores da família/criança, os cuidados paliativos são instituídos visando atender a todas as prioridades abaixo, exceto:
Em cuidados paliativos, o plano terapêutico e as decisões de final de vida devem ser discutidos com a família e OBRIGATORIAMENTE registrados em prontuário.
A documentação completa e transparente no prontuário é um pilar fundamental dos cuidados paliativos, garantindo a continuidade do cuidado, a segurança jurídica e a ética profissional. O registro do plano terapêutico e das discussões com a família reflete o respeito à autonomia e às decisões compartilhadas.
Os cuidados paliativos pediátricos são uma abordagem essencial e humanizada para crianças com doenças graves e suas famílias, visando melhorar a qualidade de vida e aliviar o sofrimento. Eles são instituídos desde o diagnóstico da doença que ameaça a vida, em conjunto com o tratamento curativo, e se estendem ao longo do curso da doença, ajustando-se às expectativas e valores da criança e da família. As prioridades incluem identificar e excluir intervenções fúteis, que não trazem benefício e apenas agregam sofrimento, e definir as prioridades terapêuticas realmente apropriadas a cada caso, de forma individualizada. Um aspecto crucial dos cuidados paliativos é o planejamento antecipado de cuidados, que envolve a discussão prévia com a família sobre as decisões de final de vida e as condutas a serem adotadas em possíveis intercorrências. Médicos com experiência em pediatria gravemente doente podem antever complicações, permitindo que essas conversas ocorram em momentos de maior estabilidade, proporcionando à família tempo para processar informações e tomar decisões informadas. A comunicação transparente e o registro detalhado de todas as discussões e planos terapêuticos no prontuário médico são imperativos éticos e legais. A omissão do registro pode ser eticamente comprometedora, pois dificulta a continuidade do cuidado, a responsabilização e a garantia de que as vontades da família e da criança sejam respeitadas. O prontuário é um documento legal que reflete todo o processo de cuidado e as decisões compartilhadas, sendo um pilar da boa prática médica em cuidados paliativos.
O registro do plano terapêutico no prontuário é crucial para garantir a continuidade do cuidado, a comunicação eficaz entre a equipe multidisciplinar, a segurança jurídica e a transparência das decisões. Ele reflete o respeito às escolhas da família e da criança.
Intervenções fúteis são aquelas que não contribuem para o controle da doença, a melhora da qualidade de vida ou o prognóstico do paciente, apenas agregando sofrimento. Sua identificação é individualizada, baseada na condição clínica, expectativas e valores da família/criança.
O planejamento antecipado permite que a família e a equipe médica discutam e definam as prioridades terapêuticas e as condutas para eventuais intercorrências, alinhando as expectativas e valores. Isso proporciona maior controle, reduz a angústia e melhora a qualidade de vida no final da vida.
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