Cuidados Paliativos Pediátricos: Foco no Conforto e DNR

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2025

Enunciado

Menino, 3 anos, internado em uma unidade de terapia intensiva pediátrica com neoplasia de sistema nervoso central, foi operado pela neurocirurgia com retirada parcial da lesão há 3 meses, e desde então vem realizando tratamento quimioterápico. Ressonância magnética recente mostra aumento importante do tumor e a equipe de oncologia considera que não há mais possibilidades terapêuticas para tratamento do tumor. O paciente permanece acamado, pouco responsivo e acompanhado de sua mãe. A equipe multidisciplinar se reúne para definir quais condutas terapêuticas serão realizadas nesse paciente. Nesse caso, a conduta a ser adotada deve ser

Alternativas

  1. A) administrar opióides para controle da dor e, junto da família, orientar a não realização de ressuscitação cardiopulmonar.
  2. B) realizar sedação e intubação orotraqueal para maior conforto e orientar a não realização de ressuscitação cardiopulmonar.
  3. C) iniciar um novo ciclo de quimioterapia com medicações diferentes das que já foram utilizadas, para controle da proliferação celular tumoral.
  4. D) solicitar nova abordagem pela equipe de neurocirurgia para retirada de parte da lesão, o que aliviará a pressão intracraniana e prolongará a sobrevida.

Pérola Clínica

Neoplasia incurável pediátrica → Foco em conforto (opióides) e decisão compartilhada (não ressuscitar).

Resumo-Chave

Em situações de doença incurável e progressão tumoral, a prioridade muda do tratamento curativo para os cuidados paliativos, visando o conforto do paciente e o suporte à família. A decisão de não ressuscitar deve ser tomada em conjunto com a família, após comunicação clara sobre o prognóstico.

Contexto Educacional

Os cuidados paliativos pediátricos são uma área essencial da medicina que visa melhorar a qualidade de vida de crianças e suas famílias que enfrentam doenças graves e ameaçadoras à vida. Em casos de neoplasias avançadas e incuráveis, como o do menino de 3 anos, a mudança de foco do tratamento curativo para o alívio do sofrimento e o conforto torna-se imperativa. A tomada de decisão em situações de fim de vida pediátrica é complexa e exige uma abordagem multidisciplinar e sensível. A equipe deve comunicar o prognóstico de forma clara e honesta à família, garantindo que compreendam as limitações terapêuticas e as opções de cuidado disponíveis. A discussão sobre "não ressuscitar" (DNR) é um componente crítico, permitindo que a família participe ativamente das decisões que afetam o bem-estar de seu filho. O manejo da dor e outros sintomas é a pedra angular dos cuidados paliativos. Opióides são frequentemente necessários para controlar a dor intensa, e devem ser administrados de forma adequada, com monitoramento e ajustes contínuos. O objetivo final é proporcionar uma morte digna e confortável, minimizando o sofrimento físico e emocional do paciente e oferecendo suporte psicossocial à família durante todo o processo de luto.

Perguntas Frequentes

Quando os cuidados paliativos devem ser iniciados em pediatria?

Os cuidados paliativos pediátricos devem ser iniciados precocemente, desde o diagnóstico de uma doença grave e ameaçadora à vida, e não apenas na fase terminal. O objetivo é melhorar a qualidade de vida do paciente e da família, abordando sintomas físicos, psicossociais e espirituais.

Qual a importância da comunicação com a família em cuidados paliativos pediátricos?

A comunicação eficaz e empática com a família é fundamental em cuidados paliativos pediátricos. Ela permite que a equipe médica compartilhe informações sobre o prognóstico, discuta os objetivos do cuidado, esclareça dúvidas e envolva os pais nas decisões, como a de não ressuscitar, respeitando seus valores e desejos.

Como é feito o controle da dor em crianças em cuidados paliativos?

O controle da dor em crianças em cuidados paliativos é uma prioridade. Utiliza-se uma abordagem multimodal, com opióides sendo a base para dor moderada a grave, ajustados individualmente para garantir o conforto. Adjuvantes e terapias não farmacológicas também são empregados para otimizar o alívio da dor e outros sintomas.

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