INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2025
Menino, 3 anos, internado em uma unidade de terapia intensiva pediátrica com neoplasia de sistema nervoso central, foi operado pela neurocirurgia com retirada parcial da lesão há 3 meses, e desde então vem realizando tratamento quimioterápico. Ressonância magnética recente mostra aumento importante do tumor e a equipe de oncologia considera que não há mais possibilidades terapêuticas para tratamento do tumor. O paciente permanece acamado, pouco responsivo e acompanhado de sua mãe. A equipe multidisciplinar se reúne para definir quais condutas terapêuticas serão realizadas nesse paciente. Nesse caso, a conduta a ser adotada deve ser
Neoplasia incurável pediátrica → Foco em conforto (opióides) e decisão compartilhada (não ressuscitar).
Em situações de doença incurável e progressão tumoral, a prioridade muda do tratamento curativo para os cuidados paliativos, visando o conforto do paciente e o suporte à família. A decisão de não ressuscitar deve ser tomada em conjunto com a família, após comunicação clara sobre o prognóstico.
Os cuidados paliativos pediátricos são uma área essencial da medicina que visa melhorar a qualidade de vida de crianças e suas famílias que enfrentam doenças graves e ameaçadoras à vida. Em casos de neoplasias avançadas e incuráveis, como o do menino de 3 anos, a mudança de foco do tratamento curativo para o alívio do sofrimento e o conforto torna-se imperativa. A tomada de decisão em situações de fim de vida pediátrica é complexa e exige uma abordagem multidisciplinar e sensível. A equipe deve comunicar o prognóstico de forma clara e honesta à família, garantindo que compreendam as limitações terapêuticas e as opções de cuidado disponíveis. A discussão sobre "não ressuscitar" (DNR) é um componente crítico, permitindo que a família participe ativamente das decisões que afetam o bem-estar de seu filho. O manejo da dor e outros sintomas é a pedra angular dos cuidados paliativos. Opióides são frequentemente necessários para controlar a dor intensa, e devem ser administrados de forma adequada, com monitoramento e ajustes contínuos. O objetivo final é proporcionar uma morte digna e confortável, minimizando o sofrimento físico e emocional do paciente e oferecendo suporte psicossocial à família durante todo o processo de luto.
Os cuidados paliativos pediátricos devem ser iniciados precocemente, desde o diagnóstico de uma doença grave e ameaçadora à vida, e não apenas na fase terminal. O objetivo é melhorar a qualidade de vida do paciente e da família, abordando sintomas físicos, psicossociais e espirituais.
A comunicação eficaz e empática com a família é fundamental em cuidados paliativos pediátricos. Ela permite que a equipe médica compartilhe informações sobre o prognóstico, discuta os objetivos do cuidado, esclareça dúvidas e envolva os pais nas decisões, como a de não ressuscitar, respeitando seus valores e desejos.
O controle da dor em crianças em cuidados paliativos é uma prioridade. Utiliza-se uma abordagem multimodal, com opióides sendo a base para dor moderada a grave, ajustados individualmente para garantir o conforto. Adjuvantes e terapias não farmacológicas também são empregados para otimizar o alívio da dor e outros sintomas.
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