Manejo da Dor em Cuidados Paliativos Pediátricos: PCA e Adjuvantes

CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2022

Enunciado

Em relação aos cuidados de dor em cuidados paliativos pediátricos, assinale a alternativa incorreta.

Alternativas

  1. A) O uso de PCA (patient controled analgesia) pode facilitar encontrar a dose de opióide diária necessária para controle da dor. A dose de bolus (resgates) pode ser acionada a cada 4 horas.
  2. B) Laser terapia pode ser adjuvante no controle da dor por úlceras orais.
  3. C) A dor neuropática é uma dor descrita como queimação, choque elétrico e formigamento.
  4. D) Gabapentina é ótimo adjuvante para dor neuropática, porem deve-se ter cautela em pacientes com insuficiência renal.

Pérola Clínica

PCA pediátrica: resgates de opióides podem ser acionados a cada 10-15 min, não a cada 4h.

Resumo-Chave

A Analgesia Controlada pelo Paciente (PCA) é uma ferramenta eficaz para o manejo da dor em pediatria, permitindo que o paciente administre doses de opióides conforme sua necessidade. No entanto, a frequência dos bolus (resgates) é geralmente muito mais curta (minutos) do que 4 horas, para garantir um alívio rápido e adequado da dor.

Contexto Educacional

O manejo da dor em cuidados paliativos pediátricos é um componente crítico para garantir a qualidade de vida de crianças com doenças graves e limitantes. A dor em crianças é complexa, multifacetada e exige uma abordagem individualizada, considerando a idade, o nível de desenvolvimento e a condição clínica do paciente. O objetivo é proporcionar o máximo conforto e minimizar o sofrimento, utilizando uma combinação de abordagens farmacológicas e não farmacológicas. A Analgesia Controlada pelo Paciente (PCA) é uma ferramenta valiosa, especialmente para crianças mais velhas e adolescentes, pois lhes confere um senso de controle sobre sua própria dor. A PCA permite a administração de uma dose contínua de opióide (basal) e doses adicionais (bolus ou resgates) que o paciente pode acionar. É crucial entender que o intervalo para os resgates de PCA é tipicamente curto, geralmente entre 10 a 15 minutos, e não a cada 4 horas, para garantir um alívio rápido e eficaz da dor aguda ou irruptiva. Além dos opióides, terapias adjuvantes são frequentemente empregadas. A laser terapia, por exemplo, pode ser útil no controle da dor associada a úlceras orais, uma complicação comum em pacientes pediátricos em tratamento oncológico ou com imunossupressão. A dor neuropática, caracterizada por sensações de queimação, choque elétrico ou formigamento, é comum e pode ser bem controlada com adjuvantes como a gabapentina, embora seja necessário ajustar a dose em pacientes com insuficiência renal devido à sua eliminação renal. Residentes devem dominar essas nuances para proporcionar um cuidado paliativo pediátrico de excelência.

Perguntas Frequentes

Qual a frequência típica para os bolus (resgates) de opióides em PCA pediátrica?

A frequência típica para os bolus de opióides em PCA pediátrica é geralmente de 10 a 15 minutos, permitindo que a criança ou o cuidador administre doses adicionais para alívio rápido da dor conforme necessário, e não a cada 4 horas.

Quais são as características da dor neuropática em crianças?

A dor neuropática em crianças é frequentemente descrita como queimação, choque elétrico, formigamento, pontadas ou dor lancinante, e resulta de lesão ou disfunção do sistema nervoso.

Quando a gabapentina é utilizada no manejo da dor pediátrica e quais precauções são necessárias?

A gabapentina é um excelente adjuvante para dor neuropática em pediatria. Deve-se ter cautela e ajustar a dose em pacientes com insuficiência renal, pois sua eliminação é predominantemente renal.

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