AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2025
Os cuidados paliativos para crianças devem começar quando uma doença ou condição potencialmente fatal é diagnosticada. O controle dos sintomas é um ponto fundamental da assistência paliativa pediátrica. Sobre esta situação, assinale a alternativa correta:
Cuidados paliativos pediátricos → Início precoce + Terapias integrativas + Foco no conforto global.
O manejo paliativo pediátrico deve ser iniciado no diagnóstico de doenças ameaçadoras à vida, priorizando o conforto e integrando terapias complementares na discussão com famílias.
Os cuidados paliativos pediátricos diferem dos adultos pela natureza das doenças (muitas vezes genéticas ou congênitas) e pelo desenvolvimento contínuo da criança. O foco é o controle rigoroso de sintomas, onde o uso de opioides e anticonvulsionantes é seguro e indicado quando necessário, sem evidência de que reduzam o tempo de sobrevida se usados corretamente. A nutrição e hidratação artificiais devem ser avaliadas individualmente, pois em fases terminais, a redução da oferta hídrica pode diminuir secreções pulmonares e desconforto, ao contrário do senso comum de que causariam fome ou sede intensa.
Devem ser iniciados no momento do diagnóstico de uma doença ou condição potencialmente fatal ou que limite a vida, independentemente de o tratamento curativo estar sendo realizado simultaneamente. O objetivo é melhorar a qualidade de vida da criança e de sua família através da prevenção e alívio do sofrimento físico, psicológico, social e espiritual.
As terapias integrativas, como musicoterapia, arteterapia e técnicas de relaxamento, são componentes fundamentais da assistência paliativa. Elas auxiliam no controle de sintomas não farmacológicos, reduzem a ansiedade e promovem o bem-estar emocional, devendo ser discutidas abertamente com adolescentes e seus familiares como parte do plano de cuidados.
A dispneia é uma experiência subjetiva. Diferente do que se possa pensar, parâmetros objetivos como frequência respiratória e saturação de oxigênio nem sempre se correlacionam com a intensidade da falta de ar percebida pelo paciente. A avaliação deve focar no relato da criança (quando possível) e em sinais comportamentais de desconforto.
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